
Navio petroleiro cruza o Estreito de Ormuz em meio à tensão gerada pelos bombardeios dos EUA ao sul do Irã (Foto: Instagram)
Os preços do petróleo no mercado internacional voltaram a subir nesta terça-feira (26/5), em resposta aos bombardeios realizados pelos Estados Unidos no sul do Irã e às incertezas em relação a um possível acordo de paz entre os dois países, que poderia encerrar o conflito no Oriente Médio.
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Por volta das 10h35 (horário de Brasília), o contrato futuro para julho do petróleo WTI, referência no mercado americano, caía 3,85%, sendo negociado a US$ 92,88. No mesmo período, o contrato para julho do petróleo brent, referência internacional, subia 3,12%, a US$ 99,14. Na segunda-feira (25/5), o petróleo havia fechado em queda, com o WTI recuando 6,7%, a US$ 90,13, e o brent caindo 6,78%, a US$ 93,42.
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As Forças Armadas dos EUA realizaram novos bombardeios no sul do Irã nesta terça-feira, em um contexto de negociações diplomáticas para encerrar a guerra iniciada no final de fevereiro entre Washington, Israel e a República Islâmica. Segundo o Comando Central dos EUA (CentCom), as ações tiveram como alvo estruturas militares iranianas ligadas ao lançamento de mísseis e minas subaquáticas, e foram realizadas em "autodefesa".
O Pentágono informou que os ataques ocorreram de forma "limitada" durante o cessar-fogo acordado em abril. "As operações foram planejadas para proteger nossas tropas das ameaças iranianas", declarou o CentCom. Autoridades iranianas relataram explosões na cidade portuária de Bandar Abbas, que abriga instalações militares importantes e está próxima ao estratégico Estreito de Ormuz.
A Fox News informou que duas embarcações da Guarda Revolucionária do Irã foram destruídas na operação, e uma posição de defesa antiaérea foi atingida. Apesar disso, a agência iraniana Fars afirmou que a situação em Bandar Abbas era "normal" na madrugada de terça-feira.
Os ataques ocorrem em um momento crítico das negociações entre EUA e Irã, que mantêm um cessar-fogo desde 8 de abril. Nos últimos dias, autoridades americanas estavam otimistas quanto a um avanço nas conversas. No final de semana, o presidente Donald Trump mencionou estar próximo de um acordo, mas depois ameaçou "explodir os iranianos em mil infernos" caso não houvesse consenso. O governo iraniano respondeu que ainda não há entendimento próximo.
O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, declarou que os países do Golfo não serão mais usados como "escudo" para bases americanas. A declaração foi divulgada pelo Telegram e pela televisão estatal, afirmando que as nações da região não servirão mais de escudo para bases dos EUA.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o acordo com o Irã pode "levar alguns dias" devido a divergências. Ele mencionou que as conversas estão em andamento no Catar e que o Estreito de Ormuz precisa permanecer aberto. O estreito é crucial para a economia global, sendo um ponto estratégico para o comércio de petróleo e gás natural liquefeito.



