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sexta-feira, outubro 16, 2026

China transforma missão espacial em seleção para astronauta passar um ano em órbita

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A China lançou a missão espacial Shenzhou-23 e transformou a permanência dos astronautas em órbita em uma espécie de “reality show” científico. A iniciativa pretende selecionar qual integrante da tripulação permanecerá cerca de um ano no espaço com base na adaptação física e psicológica às condições de microgravidade.

A missão levou três astronautas até a estação espacial Tiangong, cujo nome significa “Palácio Celestial” em mandarim.

Objetivo é preparar futuras missões lunares

Segundo autoridades chinesas, o experimento servirá para analisar os impactos médicos e físicos de permanências prolongadas fora da Terra.

Os dados deverão contribuir para os planos do governo chinês de:

  • enviar astronautas à Lua até 2030;
  • desenvolver missões espaciais de longa duração;
  • ampliar a autonomia tecnológica do programa espacial chinês.

O lançamento ocorreu no deserto de Gobi, durante o 40º voo do programa espacial tripulado da China.

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Primeira astronauta de Hong Kong participa da missão

Entre os integrantes da missão está Lai Kai Yin, primeira pessoa de Hong Kong a viajar ao espaço.

Segundo analistas, sua participação também possui relevância política, sendo interpretada como parte da estratégia chinesa de reforçar a integração entre Hong Kong e o governo central chinês.

Outro astronauta da missão, Jang Juan, passou por treinamentos extremos antes da viagem, incluindo períodos de isolamento em cavernas sem luz para simular as condições psicológicas do espaço.

Sistema chinês operou acoplagem automática

A nave realizou acoplagem totalmente automatizada à Tiangong utilizando o sistema de navegação Beidou.

A China tornou-se, em 2020, a terceira nação do mundo a possuir um sistema global de posicionamento independente, atrás apenas de Estados Unidos e Rússia.

Experimentos incluem arroz e células humanas

A missão transporta nove experimentos científicos e cerca de 54 quilos de equipamentos.

Entre as pesquisas realizadas estão:

  • estudos sobre células do fígado humano em microgravidade;
  • testes com células solares de perovskita;
  • cultivo experimental de arroz no espaço.

Segundo os pesquisadores, o cultivo do arroz possui importância científica e simbólica, já que o alimento é considerado essencial para futuras missões prolongadas e faz parte central da cultura chinesa.

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Nova corrida espacial

A missão Shenzhou-23 integra uma estratégia mais ampla da China para ampliar sua presença na atual corrida espacial global.

Ainda neste ano, o país pretende lançar a sonda Chang’e 7 em direção ao polo sul da Lua para estudar possíveis áreas destinadas a futuras bases lunares.

O avanço chinês ocorre paralelamente ao programa Artemis, desenvolvido pelos Estados Unidos para levar astronautas novamente à superfície lunar.

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