
Kevin Warsh durante discurso na cerimônia de posse como novo presidente do Federal Reserve (Foto: Instagram)
O Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos Estados Unidos, tem um novo presidente a partir desta sexta-feira (22/5). Kevin Warsh, ex-diretor da instituição, foi indicado pelo presidente Donald Trump e aprovado pelo Senado, assumindo o cargo em cerimônia na Casa Branca.
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Warsh substitui Jerome Powell, que recebeu críticas severas de Trump, e se torna o 17º presidente do BC dos EUA. Powell, cujo mandato terminou no dia 15, continuou de forma interina até a posse de Warsh, que foi indicado para um mandato de quatro anos.
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Em 13 de maio, o Senado confirmou Warsh com 54 votos a favor e 45 contra. Além de liderar o Fed, ele também servirá como membro da diretoria por 14 anos. Powell expressou desejo de continuar como diretor do Fed.
Kevin Warsh foi empossado na presença de Trump, que elogiou sua independência e competência. Trump afirmou que Warsh deve agir de forma autônoma e destacou sua confiança de que ele fará um excelente trabalho.
Warsh, em seu discurso, destacou a necessidade do Fed de escapar de modelos rígidos e manter padrões de integridade. Ele acredita que os próximos anos podem trazer prosperidade para melhorar a vida dos americanos.
Durante a sabatina no Senado, Warsh responsabilizou a gestão de Powell pela inflação pós-pandemia e enfatizou a necessidade de um novo regime de política monetária. Ele garantiu que atuará de forma independente em relação a Trump.
Desde o início do segundo mandato de Trump, Powell foi alvo de críticas do presidente, que exigiu cortes nos juros. Warsh reafirmou sua independência, respondendo a questionamentos sobre ser um "fantoche" de Trump com um enfático "absolutamente não".
Além de Warsh, outros candidatos à presidência do Fed incluíam Kevin Hassett, Christopher Waller e Rick Rieder. Warsh acabou superando Hassett, que era o favorito.
Kevin Warsh, conhecido por sua proximidade com o sistema financeiro, foi indicado ao Fed em 2006 por George W. Bush. Ele teve papel importante durante a crise financeira de 2008 e é respeitado em Washington e Wall Street.
Nos últimos anos, Warsh adotou um tom mais crítico ao Fed, defendendo mudanças no regime de política monetária. Ele é a favor de cortes de juros, alinhando-se à política monetária menos restritiva desejada por Trump.
Nascido em Albany, Nova York, Warsh tem 55 anos e é formado em Políticas Públicas por Stanford. Ele também possui formação em Direito por Harvard e iniciou sua carreira no Morgan Stanley.
Após deixar o Fed em 2011, Warsh dividiu seu tempo entre o mercado financeiro e a academia, sendo pesquisador em Stanford e sócio-consultor da Duquesne Family Office.
Na última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed, em abril, os juros foram mantidos entre 3,5% e 3,75% ao ano. Desde a posse de Trump, o Fed realizou três cortes na taxa de juros.
O próximo encontro para definir a taxa de juros está marcado para 16 e 17 de junho. O Fomc é composto por 12 membros, incluindo os sete do Conselho de Governadores do Fed e cinco presidentes regionais do Federal Reserve.



