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sexta-feira, outubro 16, 2026

Meta inicia nova rodada de demissões em massa, afetando 8 mil funcionários

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Usuario interage com ícones do Facebook, Instagram e WhatsApp em smartphone, diante do logo da Meta. (Foto: Instagram)

A Meta, empresa controladora das plataformas Facebook, Instagram e WhatsApp, deu início a uma nova rodada de demissões em todo o mundo nesta quarta-feira, 20 de maio. A big tech já havia informado previamente aos seus colaboradores sobre essa medida, que deverá ser concluída até o final da semana.

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Os primeiros funcionários a serem desligados estavam no escritório de Cingapura, recebendo a notícia ainda na madrugada desta quarta-feira, conforme o horário local. Em seguida, as equipes do Reino Unido e dos Estados Unidos também foram informadas sobre as demissões.

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Nesta nova fase de cortes, a Meta planeja dispensar cerca de 8 mil funcionários, o que corresponde a 10% da sua força de trabalho global. Além disso, aproximadamente 7 mil colaboradores serão realocados para projetos ligados à inteligência artificial (IA).

“A reestruturação nos tornará mais produtivos e fará o trabalho ser mais recompensador”, destacou Janelle Gale, chefe de Recursos Humanos da Meta, em um comunicado interno. No mês anterior, a companhia já havia anunciado a intenção de demitir 8 mil colaboradores a partir de maio. Este é o maior corte de pessoal desde a reestruturação entre 2022 e 2023, quando 21 mil funcionários foram dispensados.

CORTES JÁ ESTAVAM NO RADAR
No final de março, a Meta já havia anunciado centenas de demissões para equilibrar os altos investimentos em IA. Naquela ocasião, a divisão Reality Labs, responsável por realidade virtual, foi uma das mais afetadas, além dos setores de redes sociais e recrutamento.

A Reality Labs é a unidade da Meta que desenvolve tecnologias de realidade virtual e aumentada, incluindo os óculos Oculus/Meta Quest, Ray-Ban Stories e o “Projeto Aria” de óculos inteligentes. Em 31 de dezembro do ano passado, a empresa contava com 79 mil funcionários e já planejava demitir pelo menos 10% de sua força de trabalho no setor de realidade virtual.

Em março, um porta-voz da Meta afirmou que a big tech frequentemente passa por reestruturações para garantir que os setores estejam preparados para alcançar seus objetivos. “Sempre que possível, buscamos outras oportunidades para funcionários cujas posições possam ser impactadas”, afirmou a empresa.

O FATOR IA
Os cortes de empregos fazem parte de uma estratégia da Meta na "corrida da IA" contra concorrentes como OpenAI e Alphabet. A empresa pretende otimizar os custos, eliminando despesas não essenciais e melhorando seus serviços.

A Meta investiu bilhões para contratar especialistas em IA, incluindo um aporte de US$ 14,3 bilhões na startup de dados Scale AI. Com as demissões, a empresa busca compensar o aumento dos custos com IA, projetando despesas totais entre US$ 162 bilhões e US$ 169 bilhões para este ano.

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