
Wall Street fecha em baixa com petróleo em alta e receios de inflação (Foto: Instagram)
Os principais índices das bolsas de valores dos Estados Unidos operam em queda no último pregão da semana, nesta sexta-feira (15/5), influenciados pela recente alta do petróleo no mercado internacional e pelo receio em relação à inflação norte-americana.
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Os investidores em Wall Street também analisam as reuniões entre os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, além do impasse prolongado nas negociações de paz entre norte-americanos e o Irã no Oriente Médio.
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Em Nova York, os principais índices das bolsas dos EUA operam em baixa nesta tarde de sexta-feira. Por volta das 13h10 (horário de Brasília), o índice Dow Jones recuava 1,03%, marcando 49,5 mil pontos. No mesmo horário, o S&P 500 caía 1,04%, com 7,4 mil pontos. O Nasdaq Composto, que inclui ações de empresas de tecnologia, liderava as perdas com queda de 1,32%, somando 26,2 mil pontos.
Nesta sexta-feira, os preços do petróleo nos mercados internacionais voltaram a subir após o encontro entre Trump e Xi Jinping em Pequim. Por volta das 10h55 (horário de Brasília), o contrato futuro para junho do barril de petróleo WTI (referência para o mercado norte-americano) subia 2,72%, negociado a US$ 103,92. No mesmo horário, o contrato futuro para julho do petróleo brent (referência global) registrava alta de 2,4%, a US$ 108,26.
A preocupação dos investidores com uma possível nova alta da inflação nos EUA também contribui para a queda dos índices em Wall Street. O rendimento do título do Tesouro dos EUA a dez anos, referência no mercado, subiu para 4,57%, o nível mais alto em um ano. Além disso, os rendimentos dos títulos globais também avançaram, influenciados pelos efeitos econômicos do conflito entre EUA e Irã no Oriente Médio.
O presidente dos EUA, Donald Trump, encerrou na madrugada desta sexta-feira a visita oficial à China. Em comunicado divulgado pela mídia estatal chinesa, o líder chinês, Xi Jinping, classificou o encontro como “histórico e marcante”. Trump chamou a viagem de “muito bem-sucedida” e “inesquecível”, convidando Xi Jinping a visitar os EUA em setembro.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o líder chinês, Xi Jinping, se ofereceu para ajudar nas negociações com o Irã. Trump declarou que Xi gostaria de ver um acordo fechado e se ofereceu para ajudar. A China é a principal compradora de petróleo iraniano e mantém relações diplomáticas e econômicas próximas com Teerã.
O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que a guerra com o Irã “nunca deveria ter acontecido” e defendeu a continuidade do cessar-fogo, além da reabertura das rotas marítimas afetadas pelo conflito, como o Estreito de Ormuz. A declaração foi dada por um porta-voz do governo chinês após questionamentos sobre a conversa entre Xi Jinping e Donald Trump em Pequim.
Segundo Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, “o mercado segue digerindo um ambiente de inflação mais persistente e juros elevados por mais tempo, à medida que a guerra no Irã mantém o petróleo em patamares acima de 50% do nível pré-conflito”. Ele observa que “o apetite por risco recuou de forma ampla”.



