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sexta-feira, julho 17, 2026

Inflação nos EUA acelera para 3,8% em abril, impactada pela guerra

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Bandeira dos EUA tremula ao vento (Foto: Instagram)

Com os preços ainda influenciados pela guerra no Oriente Médio, a inflação nos Estados Unidos acelerou em abril deste ano, superando as previsões dos analistas. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (12/5) pelo Departamento do Trabalho.

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O Índice de Preços ao Consumidor (CPI), que mede a inflação no país, atingiu 3,8% em abril, comparado a 3,3% no levantamento anterior. Em termos mensais, o índice foi de 0,6%, abaixo dos 0,9% registrados anteriormente. As expectativas do mercado indicavam índices de 3,7% (anual) e 0,6% (mensal). Nos EUA, a meta de inflação é de 2% ao ano.

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O núcleo da inflação, que exclui as variações de preços de alimentos e energia, mais voláteis, foi de 2,8% em abril no comparativo anual. Este resultado superou o esperado pelo mercado e também o do mês anterior, que foi de 2,6%. Em termos mensais, o núcleo da inflação ficou em 0,4%, acima dos 0,2% de fevereiro.

O dado de inflação é um dos mais observados para a definição da taxa básica de juros pelo Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos EUA. Na reunião mais recente do Fed, ocorrida na semana passada, os juros foram mantidos entre 3,5% e 3,75% ao ano, conforme esperado pela maioria dos analistas. O próximo encontro para definir a taxa de juros está agendado para os dias 16 e 17 de junho.

A taxa básica de juros é a principal ferramenta dos bancos centrais para controlar a inflação. Quando os juros são mantidos elevados, o objetivo é conter a demanda aquecida, refletindo nos preços, já que juros mais altos encarecem o crédito e incentivam a poupança. Assim, taxas mais elevadas também podem frear a atividade econômica.

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