
Dólar recua a R$ 4,89 e fica no menor patamar em 28 meses frente ao real (Foto: Instagram)
O dólar apresentou uma leve queda de 0,06% em relação ao real, sendo cotado a R$ 4,89 nesta segunda-feira (11/5). Apesar da pequena variação, o câmbio praticamente não se alterou. Com isso, a moeda americana continua no nível mais baixo frente à brasileira desde janeiro de 2024, ou seja, há 28 meses.
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O Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores brasileira (B3), encerrou o dia com uma queda de 1,16%, atingindo 181.976,55 pontos. Este resultado reverteu o ganho de 0,49%, que levou o índice a 184.108 pontos na sessão da última sexta-feira (8/5).
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O mercado financeiro reagiu negativamente a novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre as negociações de paz com o Irã. Trump afirmou que o cessar-fogo no Oriente Médio está "por um fio", após rejeitar a última proposta de Teerã, que não incluía concessões nucleares.
Devido ao retrocesso nas negociações entre os países, o preço do petróleo subiu no mercado internacional. O barril do tipo Brent, referência global, aumentou 2,88%, chegando a US$ 104,21. Já o West Texas Intermediate (WTI), que influencia os preços nos Estados Unidos, subiu 2,78%, atingindo US$ 98,07 por barril.
BOLSAS NO MUNDO
Mesmo com a alta do petróleo e a crescente incerteza sobre o conflito, a maioria das bolsas europeias registrou pequenas valorizações. O índice europeu Stoxx 600 subiu 0,11%, o FTSE 100 de Londres avançou 0,36% e o DAX de Frankfurt teve um leve aumento de 0,05%. O CAC 40 de Paris, no entanto, caiu 0,69%.
Os principais índices de Nova York também mostraram variações modestas, indicando estabilidade. Às 16h40, o S&P 500 subia 0,07%, o Dow Jones 0,02% e o Nasdaq, que concentra ações de tecnologia, 0,01%.
ANÁLISE
Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, destaca que o dólar operou próximo da estabilidade em um pregão de baixa liquidez e sem direção clara. "A moeda abriu acompanhando o fortalecimento global, em meio à cautela com o impasse entre EUA e Irã e o petróleo ainda acima de US$ 100", explica. "Esse cenário mantém a inflação no radar."
O analista também menciona que, no campo geopolítico, o mercado aguarda sinais do encontro entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, previsto para esta semana em Pequim, nos dias 13 e 15 de maio, além de possíveis avanços nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.
IBOVESPA
Shahini aponta que o Ibovespa operou em queda, se afastando do movimento positivo das bolsas de Nova York, devido à menor presença de investidores estrangeiros em ativos locais, diante das incertezas geopolíticas.
"Apesar da alta das ações da Vale, acompanhando a valorização do minério de ferro, e do suporte parcial do petróleo para a Petrobras, o fluxo externo mais fraco limitou o desempenho do Ibovespa, pressionando o mercado doméstico ao longo do dia", afirma o economista.
Leonardo Santana, da Top Gain, avalia que a queda da Bolsa brasileira reflete o cenário macroeconômico pressionado, especialmente pelo contexto internacional. "O principal fator continua sendo a instabilidade gerada pelos conflitos no Oriente Médio, que ainda não têm solução concreta", diz. "O mercado encerrou a semana passada com certo otimismo, mas bastou o início desta semana para esse alívio desaparecer."



