A intensa atividade do vulcão Piton de la Fournaise provocou uma transformação geográfica impressionante no Oceano Índico. Após semanas de erupção contínua, a lava que desceu pelas encostas da montanha alcançou o mar e formou uma nova plataforma costeira de aproximadamente 8,4 hectares — área comparável a oito campos de futebol.
O fenômeno ocorreu entre março e abril na Ilha de Reunião, território ultramarino francês localizado próximo a Madagascar. A corrente de lava atravessou a tradicional Route des Laves antes de atingir o oceano, criando uma nova faixa de terra com cerca de 850 metros de comprimento e até 150 metros de largura.
Segundo especialistas que acompanham a atividade vulcânica da região, o fluxo percorreu aproximadamente oito quilômetros desde o cone eruptivo até o litoral. O deslocamento levou 34 dias e chamou atenção pela estabilidade térmica da lava durante o percurso. Mesmo ao chegar ao mar, a rocha derretida mantinha temperatura próxima de 1.130 °C, apenas cerca de 20 °C abaixo da registrada na cratera do vulcão.
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Pesquisadores explicam que isso só foi possível graças à formação de túneis naturais de lava, estruturas subterrâneas que funcionam como canais isolados e preservam o calor do material vulcânico ao longo do trajeto.
A chegada da lava ao oceano produziu imagens impressionantes. O contato com a água gerava vapor intenso e solidificação quase instantânea da superfície, mas novas fissuras logo surgiam, permitindo que mais lava emergisse e ampliasse continuamente a plataforma costeira. O processo criou paisagens marcadas por rochas onduladas, estruturas semelhantes a cordas e cascatas incandescentes descendo pela falésia.
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A erupção atraiu milhares de moradores e turistas para a região, especialmente durante a noite, quando o brilho alaranjado da lava contrastava com o mar escuro e o vapor rosado sobre a costa recém-formada.
Embora não tenha atingido a magnitude histórica da grande erupção registrada em 2007, especialistas consideram o episódio de 2026 um dos eventos vulcânicos mais relevantes dos últimos anos no Piton de la Fournaise, um dos vulcões mais ativos do planeta.
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