O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, uma série de iniciativas coordenadas pelo Brasil para fortalecer o combate ao crime organizado e ao tráfico internacional na América do Sul. A proposta foi discutida durante encontro realizado na Casa Branca e incluiu projetos já desenvolvidos em parceria com países vizinhos.
Entre as ações apresentadas está o Centro de Cooperação Policial Internacional, sediado em Manaus, que reúne forças policiais de países amazônicos para troca de informações e operações integradas contra facções criminosas, tráfico de drogas e contrabando de armas. O projeto funciona dentro da estrutura da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica e envolve Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela.
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Durante coletiva após o encontro, Lula afirmou que os Estados Unidos poderão participar das iniciativas caso tenham interesse em ampliar a cooperação regional na área de segurança.
Outro eixo citado pelo governo brasileiro é o chamado Consenso de Brasília, articulação criada em 2023 entre países sul-americanos para promover integração regional e ações conjuntas no enfrentamento ao crime organizado. Entre os projetos em discussão estão medidas para bloquear comunicação de facções dentro de presídios e ampliar o intercâmbio de inteligência entre sistemas penitenciários da região.
Além disso, Lula anunciou a criação do programa “Brasil contra o crime organizado”, que deverá concentrar ações em quatro frentes: combate financeiro às facções, endurecimento da segurança máxima em presídios, aumento da resolução de homicídios e enfrentamento ao tráfico ilegal de armas.
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O tema ganhou relevância diplomática após integrantes do governo norte-americano defenderem a possibilidade de classificar organizações criminosas brasileiras, como o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho, como grupos terroristas. O governo brasileiro vê a proposta com cautela e avalia que esse tipo de classificação poderia gerar implicações jurídicas e diplomáticas delicadas.
Apesar das divergências, Brasil e Estados Unidos já mantêm acordos bilaterais voltados ao combate ao tráfico internacional de drogas e armas, incluindo compartilhamento de dados sobre apreensões e rotas utilizadas por organizações criminosas.
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