
Dólar fecha em R$ 4,98, menor cotação em 28 meses (Foto: Instagram)
Nesta sexta-feira (8/5), o dólar apresentou uma queda de 0,59% em relação ao real, fechando a R$ 4,98. Este é o menor valor da moeda americana desde janeiro de 2024, ou seja, há 28 meses.
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O índice Ibovespa, que é o principal da Bolsa de Valores do Brasil (B3), encerrou o dia com um aumento de 0,49%, alcançando 184.113,30 pontos. Esse resultado contribuiu para reverter parcialmente a queda de 2,38% registrada no dia anterior.
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O otimismo nos mercados foi impulsionado por declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a situação no Irã. Ele garantiu que o cessar-fogo continua, apesar de novos confrontos no Estreito de Ormuz, um importante ponto de passagem para o petróleo do Oriente Médio.
Durante a tarde, Trump também informou sobre um novo cessar-fogo entre a Rússia e a Ucrânia, que será válido por três dias, de sábado (9/5) a segunda-feira (11/5).
PETRÓLEO SOBE
Mesmo com a redução dos conflitos, as tensões em Ormuz mantiveram a pressão sobre os preços do petróleo, que voltaram a subir no mercado internacional. O barril do tipo Brent, referência global, teve alta de 1,23%, atingindo US$ 101,29. O West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, subiu 0,64%, chegando a US$ 95,42 por barril.
EMPREGO
Os investidores também acompanharam a divulgação de novos dados de emprego nos Estados Unidos. O relatório "payroll" do Departamento de Trabalho revelou a criação de 115 mil vagas em abril, quase o dobro das expectativas, que eram de 55 mil.
A taxa de desemprego permaneceu estável em 4,3%, conforme previsto. Nos primeiros quatro meses do ano, a média de vagas criadas foi de 76 mil, comparado a 42 mil no mesmo período do ano anterior.
Analistas indicam que os dados refletem um mercado de trabalho aquecido, mesmo em meio a incertezas geopolíticas e pressões comerciais devido às tarifas impostas pelo presidente Trump.
JUROS AMERICANOS
O forte desempenho na criação de empregos influenciou o debate sobre possíveis cortes na taxa de juros dos EUA, atualmente entre 3,50% e 3,75%, pelo Federal Reserve. Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, sugere que a discussão está mudando para "o Fed precisará aumentar a taxa?".
BOLSAS NO MUNDO
O relatório de empregos foi bem recebido pelos investidores. Em Nova York, os principais índices subiram. Às 16h30, o S&P 500 e o Nasdaq, com foco em tecnologia, buscavam novos recordes, subindo 0,71% e 1,46%, respectivamente. O Dow Jones, composto por 30 empresas tradicionais, estava estável, com uma leve queda de 0,11%.
Na Europa, os índices caíram, impactados por declarações de Trump sobre tarifas. Ele afirmou na quinta-feira (7/5) que a União Europeia poderá enfrentar tarifas "muito altas" se não cumprir acordos comerciais até 4 de julho.
O índice Stoxx 600, que reúne grandes empresas europeias, caiu 0,77%. O FTSE 100, de Londres, caiu 0,36%; o DAX, de Frankfurt, recuou 1,35%; e o CAC 40, de Paris, teve queda de 0,89%.
DÓLAR NO EXTERIOR
O dólar também caiu globalmente. Às 16h40, o índice DXY, que mede a força do dólar frente a seis moedas fortes, recuava 0,41%, a 97,88 pontos.
ANÁLISE
Segundo Shahini, da Nomad, no Brasil, a combinação de um dólar mais fraco globalmente, juros elevados, fluxo para emergentes e melhora nos termos de troca, favorecida pelo petróleo acima de US$ 100, sustentou a valorização do real. "Esses fatores levaram o câmbio a operar próximo das mínimas do ano, refletindo um ambiente favorável para moedas ligadas a commodities e ao carry trade", explica o analista.
Carry trade é uma estratégia onde investidores tomam empréstimos em moedas com juros baixos e investem em economias com juros altos, como o Brasil.
Apesar dos dados do payroll indicarem resiliência na economia dos EUA, a combinação de altas nas bolsas e queda nos retornos das Treasuries pressionou o dólar e favoreceu o fluxo para ativos de risco, como ações.



