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quinta-feira, setembro 17, 2026

Cruzeiro com mortes no Atlântico entra em alerta e levanta suspeita de hantavírus

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Um cruzeiro internacional se tornou foco de atenção sanitária após registrar três mortes e casos de doença a bordo durante viagem pelo Atlântico. A embarcação MV Hondius, operada pela Oceanwide Expeditions, permanece isolada nas proximidades de Cabo Verde enquanto autoridades apuram a possível relação dos casos com o hantavírus.

Segundo informações da Organização Mundial da Saúde, há um caso confirmado da infecção e outros sob investigação. Até o momento, não foi estabelecida ligação direta entre o vírus e as mortes registradas durante a viagem.

A sequência de ocorrências começou com o falecimento de um passageiro ainda a bordo. Dias depois, a esposa dele morreu já em terra. Mais recentemente, um terceiro viajante não resistiu durante o cruzeiro. Além disso, um passageiro britânico em estado grave foi transferido de avião para a África do Sul, onde permanece internado em unidade de terapia intensiva.

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Outros dois tripulantes apresentam sintomas respiratórios agudos, sendo que um deles está em estado grave. Ainda não há confirmação se esses casos também estão relacionados ao hantavírus.

A embarcação transporta cerca de 149 pessoas, de mais de 20 nacionalidades, e segue aguardando autorização para atracar. A operadora avalia direcionar o navio às ilhas espanholas, como Las Palmas ou Tenerife, onde passageiros e tripulantes poderiam passar por exames mais completos.

Medidas de contenção já foram adotadas, incluindo isolamento de casos suspeitos, reforço nos protocolos de higiene e monitoramento constante da saúde dos ocupantes.

O hantavírus é uma doença transmitida principalmente por roedores, geralmente por meio da inalação de partículas contaminadas. Embora a transmissão entre humanos seja considerada rara, ela pode ocorrer em situações específicas.

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Os sintomas iniciais costumam se assemelhar aos de uma gripe, como febre, dores musculares e cansaço. Em quadros mais graves, a doença pode evoluir para comprometimento respiratório severo.

A OMS acompanha o caso e coordena ações com autoridades internacionais para avaliar riscos e definir possíveis medidas de evacuação. As causas das mortes e a extensão do surto seguem sob investigação.

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