
Navio de gás natural liquefeito trafega no Estreito de Ormuz em meio a tensões. (Foto: Instagram)
Os preços do petróleo no mercado internacional caíram nesta terça-feira (14/4) enquanto o mundo aguarda os próximos passos nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã. O presidente Donald Trump anunciou um bloqueio no Estreito de Ormuz, elevando as tensões na região.
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Na segunda-feira, o preço do petróleo superou os US$ 100 por barril devido ao aumento das tensões no Oriente Médio, mas perdeu força ao longo do dia após Trump afirmar que o Irã está ansioso para firmar um acordo.
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O Estreito de Ormuz, localizado entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos, é um ponto estratégico crucial para o transporte de cerca de 20% a 30% do petróleo mundial, além de grande parte do gás natural liquefeito.
O QUE ACONTECEU
- Às 8h10 (horário de Brasília), o contrato futuro de maio do barril WTI, referência nos EUA, caiu 1,67%, sendo negociado a US$ 97,43.
- No mesmo horário, o contrato futuro de junho do brent, referência internacional, registrou queda de 0,4%, a US$ 102,39.
- Na véspera, o barril WTI fechou com alta de 2,6%, a US$ 99,08, enquanto o brent subiu 4,36%, a US$ 99,36.
EUA E IRÃ DEVEM VOLTAR À MESA DE NEGOCIAÇÃO
Os Estados Unidos e o Irã devem retornar ao Paquistão ainda nesta semana para uma nova rodada de negociações, conforme informou a agência Reuters nesta terça-feira (14/4), citando quatro fontes.
Embora ainda não haja uma data definida, o encontro pode ocorrer até o final da semana.
Os dois países estiveram reunidos em Islamabad entre sábado (11/4) e domingo (12/4), mas após 21 horas de conversas, não chegaram a um acordo. O governo Trump afirmou que o Irã não aceitou abandonar seu programa nuclear.
Segundo o The New York Times, o Irã se dispôs a suspender o programa por cinco anos, mas os EUA exigem uma pausa de 20 anos.
Na segunda-feira (13/4), o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, que lidera a comitiva americana, afirmou que o próximo passo para um acordo de paz depende do Irã. Ele destacou que houve algum progresso nas negociações sobre o programa nuclear iraniano.
“Na minha opinião, há um grande acordo a ser feito aqui. Mas cabe aos iranianos dar o próximo passo”, declarou. “Precisamos ver o material nuclear sair do Irã. A responsabilidade agora é dos iranianos, pois colocamos muito em jogo”, disse à Fox News.
FRANÇA E REINO UNIDO TENTAM DESBLOQUEAR ORMUZ
A França decidiu organizar uma conferência com o Reino Unido e outros países interessados em contribuir para uma missão multinacional pacífica que visa restaurar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, anunciou o presidente Emmanuel Macron na segunda-feira.
“Esta missão, de caráter estritamente defensivo e separada dos países envolvidos no conflito, será implantada assim que a situação permitir”, escreveu Macron no X (antigo Twitter).
Em sua mensagem na rede social, o presidente francês pediu que não sejam poupados esforços para alcançar rapidamente uma solução duradoura para o conflito no Oriente Médio por meio da diplomacia, que ofereça à região uma estrutura robusta para viver em paz e segurança.
No dia 2, representantes de cerca de 40 países solicitaram a "reabertura imediata e incondicional" do estreito e ameaçaram o Irã com novas sanções durante uma reunião virtual liderada pela ministra das Relações Exteriores britânica, Yvette Cooper.



