
Dólar recua abaixo de R$5 com expectativa de avanço nas negociações EUA-Irã (Foto: Instagram)
O dólar estava em queda nesta terça-feira (14/4) com o mercado financeiro aguardando uma nova rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã para resolver o conflito no Oriente Médio.
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Na segunda-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que o regime iraniano "queria muito fazer um acordo". Essa declaração trouxe alívio aos investidores, e o dólar encerrou a sessão em queda frente ao real, abaixo dos R$ 5, atingindo o menor valor em mais de dois anos.
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Ainda na segunda-feira (13/4), o Ibovespa, principal indicador das ações negociadas na Bolsa de Valores do Brasil (B3), quebrou seus recordes históricos intradiário e de fechamento, ultrapassando pela primeira vez a marca dos 198 mil pontos.
A principal preocupação segue sendo o bloqueio do Estreito de Ormuz, ordenado por Trump no dia anterior. Ormuz é um canal marítimo estratégico entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos, conhecido como o “gargalo” mais importante do mundo para energia, pois concentra cerca de 20% a 30% do petróleo mundial e grande parte do gás natural liquefeito (GNL). Esse estreito é vital para a economia global.
DÓLAR
- Às 9h05, a moeda americana caía 0,29%, negociada a R$ 4,983.
- Na véspera, o dólar encerrou a sessão em queda de 0,29%, cotado a R$ 4,997.
- Com esse resultado, a moeda dos EUA acumula perdas de 3,51% frente ao real em abril e de 8,96% em 2026.
IBOVESPA
- As negociações do Ibovespa, principal índice da B3, começam às 10 horas.
- No dia anterior, o índice fechou em alta de 0,34%, aos 198.000,71 pontos.
- Com esse resultado, a Bolsa brasileira acumula valorização de 5,62% no mês e de 22,89% no ano.
EUA E IRÃ RETOMAM NEGOCIAÇÃO DE PAZ
Estados Unidos e Irã vão retornar ao Paquistão ainda nesta semana para uma nova rodada de negociações, informou a agência Reuters nesta terça-feira (14/4), citando quatro fontes.
Nenhuma data foi definida, mas o encontro pode ocorrer no fim desta semana.
Os dois países estiveram reunidos em Islamabad entre sábado (11/4) e domingo (12/4). Após 21 horas de conversas, as comitivas deixaram o país sem chegar a um acordo. Segundo o governo Trump, o Irã não quis abrir mão de seu programa nuclear.
De acordo com o The New York Times, o Irã ofereceu suspender o programa por cinco anos, mas a proposta não foi aceita pelos EUA, que pedem a paralisação por 20 anos.
Na segunda-feira, o vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, que lidera a comitiva norte-americana, declarou que cabe ao Irã o próximo passo para um acordo de paz. Segundo ele, as negociações "apresentaram algum progresso" em relação ao programa nuclear iraniano.
FRANÇA E REINO UNIDO DEFENDEM LIBERAÇÃO DE ORMUZ
Em outra frente, a França decidiu organizar uma conferência conjunta com o Reino Unido e outros países "dispostos a contribuir" para "uma missão multinacional pacífica com o objetivo de restaurar a liberdade de navegação" no Estreito de Ormuz, anunciou o presidente Emmanuel Macron na segunda-feira.
"Esta missão estritamente defensiva, separada dos países envolvidos na guerra, será implantada assim que a situação permitir", escreveu o presidente francês no X (antigo Twitter).
Em sua mensagem na rede social, o líder francês pediu que "nenhum esforço" seja poupado para "alcançar rapidamente uma solução sólida e duradoura para o conflito no Oriente Médio por meio da diplomacia", "uma solução que proporcione à região uma estrutura robusta que permita a todos viver em paz e segurança".
No último dia 2, representantes de cerca de 40 países pediram a "reabertura imediata e incondicional" do estreito e ameaçaram o Irã com novas sanções durante uma reunião virtual liderada pela ministra das Relações Exteriores britânica, Yvette Cooper.
PETRÓLEO CAI ABAIXO DOS US$ 100
Os preços internacionais do petróleo estavam em baixa nesta terça-feira, à espera dos próximos passos nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã, em meio ao bloqueio do Estreito de Ormuz anunciado por Donald Trump.
Na segunda-feira, diante de uma nova escalada nas tensões no Oriente Médio, a cotação do petróleo voltou a superar a marca de US$ 100 o barril e disparou pela manhã, mas acabou perdendo força ao longo do dia, após o presidente norte-americano afirmar que o Irã "queria muito fazer um acordo".
Por volta das 8h10 (pelo horário de Brasília), o contrato futuro para maio do barril de petróleo do tipo WTI (referência para o mercado norte-americano) recuava 1,67% e era negociado a US$ 97,43.
No mesmo horário, o contrato futuro para junho do petróleo do tipo brent (referência para o mercado internacional) tinha perdas de 0,4%, a US$ 102,39.
No dia anterior, o barril do petróleo WTI fechou em alta de 2,6%, a US$ 99,08, enquanto o brent subiu 4,36%, a US$ 99,36.



