
Rebocador manobra petroleiro no Estreito de Ormuz durante tensão no Oriente Médio (Foto: Instagram)
Os preços do petróleo no mercado internacional voltaram a subir significativamente nesta quinta-feira (9/4), em meio a novas preocupações com o conflito envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel no Oriente Médio.
A decisão do Irã de fechar novamente o Estreito de Ormuz fez com que os preços da commodity subissem novamente, após uma forte queda no dia anterior devido ao anúncio de cessar-fogo entre americanos e iranianos.
++ Comissária é lançada a 90 metros após colisão de avião nos EUA e sobrevive
O QUE ACONTECEU
- Por volta das 8h05 (horário de Brasília), o contrato futuro para maio do barril de petróleo do tipo WTI, referência no mercado norte-americano, subia 5,33%, sendo negociado a US$ 99,44.
- No mesmo horário, o contrato futuro para junho do petróleo tipo Brent, referência global, aumentava 3,87%, chegando a US$ 98,62.
- No dia anterior, com o anúncio do cessar-fogo e a liberação do Estreito de Ormuz, o barril de petróleo WTI caiu 16,4%, cotado a US$ 94,41, enquanto o Brent caiu 13,2%, a US$ 94,75.
- O Estreito de Ormuz é um canal estratégico entre Irã e Emirados Árabes Unidos, reconhecido como o "gargalo" mais crucial para o transporte de energia, concentrando cerca de 20% a 30% do petróleo mundial e uma parte significativa do gás natural liquefeito (GNL).
++ Universitária descobre tumor cerebral após sintomas serem atribuídos ao estresse
IRÃ VOLTA A FECHAR ESTREITO DE ORMUZ
O movimento de petroleiros no Estreito de Ormuz caiu drasticamente nas primeiras 24 horas após o anúncio do cessar-fogo entre EUA e Irã, em meio à retomada das tensões no Oriente Médio. Segundo informações divulgadas na quarta-feira pela mídia estatal iraniana, apenas três embarcações conseguiram atravessar a rota estratégica nesse período.
Nas primeiras horas do dia, dois petroleiros iranianos e um navio da frota chinesa cruzaram o estreito sem problemas. No entanto, a expectativa de continuidade do fluxo foi frustrada com a intensificação dos ataques de Israel ao Líbano, considerados pelas autoridades iranianas como uma violação do cessar-fogo.
Os ataques foram descritos pelas autoridades libanesas como a maior onda de bombardeios desde o início do conflito, resultando na morte de mais de 200 pessoas. Beirute, a capital, foi a área mais atingida, concentrando a maior parte das vítimas.
Diante disso, o tráfego marítimo foi interrompido. Um navio que pretendia atravessar o estreito ao meio-dia alterou sua rota e retornou antes da travessia, devido ao aumento dos riscos na região.
Ainda nesta quinta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que todos os navios, aeronaves e militares americanos permanecerão em suas posições até que o Irã cumpra integralmente o "acordo verdadeiro".
“Se, por algum motivo, isso não acontecer, o que é altamente improvável, então o ‘tiroteio’ começará, maior, melhor e mais forte do que qualquer um jamais viu”, escreveu Trump na Truth Social. Em outra publicação, Trump acusou a imprensa americana de divulgar um plano falso de dez pontos sobre as negociações com o Irã. “Todos os dez pontos eram uma farsa inventada”, afirmou. O plano, no entanto, foi inicialmente divulgado pela mídia estatal iraniana.
ISRAEL DIZ QUE MANTERÁ ATAQUES AO LÍBANO
O Ministério das Relações Exteriores de Israel, por sua vez, declarou que o país continuará os ataques ao Líbano com o objetivo de destruir o Hezbollah. Em publicação nas redes sociais, o órgão criticou as autoridades libanesas por não impedirem as ações do grupo contra o território israelense.
“O presidente e o primeiro-ministro do Líbano não têm vergonha em atacar Israel por fazer o que eles deveriam ter feito: atacar o Hezbollah. Eles não desarmaram o Hezbollah, não impedem que disparem contra Israel. Eles mentiram quando afirmaram que haviam desmilitarizado a área até o Litani. Agora, nós devemos fazer isso no lugar deles. É hora de começar a agir contra o Hezbollah. Em atos, não em palavras. E se vocês são incapazes de fazer isso – pelo menos não atrapalhem”, diz a publicação.
As Forças de Defesa de Israel informaram ter realizado mais de 100 bombardeios em poucos minutos, alegando que os alvos eram estruturas do Hezbollah.



