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quarta-feira, setembro 16, 2026

CEO da B3 minimiza crise do petróleo e afirma que “Deus é brasileiro”

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Gilson Finkelsztain, CEO da B3, fala durante evento em São Paulo. (Foto: Instagram)

O CEO da Bolsa de Valores do Brasil (B3), Gilson Finkelsztain, que recentemente foi anunciado como futuro presidente do Santander, minimizou as preocupações de diversos setores do mercado financeiro. Nesta terça-feira (7/4), ele afirmou que "Deus é brasileiro" e que o país tem boas perspectivas econômicas.

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As declarações de Finkelsztain ocorreram durante um evento realizado pela B3 e pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), em São Paulo.

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"É como se Deus fosse brasileiro", brincou Finkelsztain, ao discutir a atual situação econômica. "Se no início do ano passado alguém dissesse que o dólar cairia de R$ 6,30 para R$ 5,15 em abril, em um ano eleitoral com o presidente Lula tendo 50% de chances de reeleição, seríamos considerados loucos", comentou. O CEO da B3 também mencionou que, embora as tensões no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã estejam impactando os preços do petróleo, o Brasil está bem posicionado para enfrentar essa fase desafiadora.

"Estamos aqui, e com uma perspectiva de câmbio mais baixo e redução da Selic ao longo do ano. Precisamos observar o impacto dos preços do petróleo, mas, para o Brasil, isso pode até significar um ajuste fiscal de brinde, mesmo com algum efeito na inflação. Parece que Deus é brasileiro e estamos começando a surfar nessa onda."

INVESTIMENTO ESTRANGEIRO
Para Gilson Finkelsztain, o país tem uma visão favorável para novas Ofertas Públicas Iniciais de ações (IPOs), quando empresas privadas vendem ações pela primeira vez na Bolsa, tornando-se públicas. Esse processo ajuda a captar recursos para expansão e permite que investidores se tornem sócios, movimentando o mercado.

"A expectativa é de continuidade na entrada de recursos estrangeiros. E parece que os investidores estrangeiros estão menos preocupados com a transição política, acreditando que conseguiremos manter a sustentabilidade fiscal", afirmou Finkelsztain.

Ele destacou que o Brasil continua sendo um dos poucos países "baratos, com boas empresas e bons negócios".

ALERTA SOBRE A QUESTÃO FISCAL
Apesar do otimismo, Finkelsztain destacou a importância de o governo federal realizar um ajuste responsável nas contas públicas a partir de 2027, independentemente do resultado das eleições de outubro.

"Penso mais no longo prazo e em como podemos usar o cenário eleitoral para garantir que, a partir de 2027, tenhamos juros mais baixos, boas empresas, bons investimentos e uma indústria mais sofisticada", defendeu.

"Precisamos discutir o ajuste fiscal no início do ano que vem, para garantir que as próximas gerações tenham um país onde queiram viver, investir, com juros estáveis e inflação baixa", continuou Finkelsztain.

O CEO da B3 afirmou que as medidas anunciadas pelo governo Lula para conter a alta dos preços dos combustíveis são esperadas em ano eleitoral. "Ninguém está surpreso com essa atitude", admitiu.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o governo concederá, por meio de Medida Provisória (MP), um novo subsídio de R$ 0,80 por litro para o produtor de diesel nacional. Este valor se soma aos R$ 0,32 anunciados em março, totalizando R$ 1,12 de subsídio por litro para produtores nacionais.

Para os importadores, a medida provisória oferecerá um subsídio de R$ 1,20 por litro, financiado pela União e estados. De acordo com o ministro, 25 estados já indicaram adesão à proposta, enquanto outros dois ainda estão avaliando. Após a publicação da MP, o governo abrirá prazo para adesão formal.

Inicialmente, as medidas anunciadas pelo governo têm um impacto fiscal estimado em cerca de R$ 31 bilhões.

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