
BC mantém expectativa de corte modesto de 0,25 p.p. na Selic em meio a tensões globais (Foto: Instagram)
Apesar do conflito em andamento no Oriente Médio, o Banco Central (BC) continua a esperar por uma nova redução na taxa básica de juros do Brasil, a Selic, ainda que de forma modesta – especificamente, 0,25 ponto percentual.
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Este foi um dos principais temas discutidos na manhã desta terça-feira (7/4), durante uma reunião entre economistas do mercado e representantes do Banco Central.
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No encontro, representando o BC, estava Paulo Picchetti, diretor de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos. A reunião, que ocorre trimestralmente após a divulgação do Relatório de Política Monetária (RPM) do BC, visa discutir tecnicamente as perspectivas econômicas, tanto nacionais quanto internacionais.
Os participantes do debate expressaram preocupação com o impacto do aumento do petróleo, após o início do conflito em 28 de fevereiro. O preço do barril subiu de cerca de US$ 70 para, no mínimo, US$ 100, chegando a US$ 119 no pico.
Os economistas estão incertos sobre o impacto do aumento do preço do petróleo nos juros dos EUA e na inflação no Brasil. Embora exista um impacto, ainda não está claro quão significativa será a influência no consumo. Até agora, segundo os analistas, o efeito tem sido limitado.
Mesmo assim, o mercado ajustou as curvas de juros para cima, e as projeções de inflação foram revisadas para cima. Neste contexto, o BC mantém a expectativa de um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, atualmente em 14,75% ao ano. As previsões de crescimento econômico também permanecem modestas, em torno de 1,7%, mas com tendência de baixa.
Durante a reunião, também foram discutidas melhorias na comunicação do BC. Alguns economistas acreditam que o órgão não deixou clara sua posição sobre os juros na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária e no Relatório de Política Monetária.
Outro tema debatido foi a questão fiscal. Para os economistas, este assunto voltará a ganhar força assim que a situação no Oriente Médio se estabilizar. A guerra deve reforçar a questão, devido aos programas de redução de preço dos combustíveis, que impactarão negativamente a relação entre receitas e despesas governamentais.



