O governo de São Paulo deu início nesta semana ao Empreendedor Artesão, programa gratuito voltado à qualificação e profissionalização do trabalho artesanal no estado. A iniciativa, criada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, pretende formar uma rede de apoio contínua ao artesão — desde o aprendizado técnico até a formalização e o acesso a crédito.
Atualmente, São Paulo reúne pouco mais de 11 mil artesãos cadastrados, mas a meta da secretaria é ambiciosa: alcançar 100 mil profissionais, incluindo quem já vive do artesanato e quem pretende transformar a atividade em fonte de renda. O projeto tem investimento anual de R$ 2 milhões e conta com parcerias do Sebrae, Senar, Banco do Povo Paulista e Desenvolve SP.
Como o programa funciona
O Empreendedor Artesão foi estruturado em quatro frentes principais:
- Formalização – emissão da Carteira do Empreendedor Artesão em níveis estadual e nacional; orientação para registro de MEIs, cooperativas e associações; e atendimentos presenciais e itinerantes em diferentes regiões.
- Qualificação – cursos gratuitos, presenciais e online, desenvolvidos com o Sebrae e o Senar, abordando desde gestão, vendas e marketing digital até técnicas específicas de produção artesanal.
- Acesso ao crédito – linhas de financiamento especiais pelo Banco do Povo e pela Desenvolve SP, voltadas à ampliação, modernização ou estruturação de negócios artesanais.
- Incentivo aos municípios – linhas de crédito para prefeituras implantarem espaços de exposição, venda e promoção do artesanato local.
A adesão ao programa é contínua e pode ser feita nas unidades do Banco do Povo. Os cursos, no entanto, possuem prazos específicos conforme modalidade e local.
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Como solicitar a carteira de artesão
O cadastro deve ser feito no site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Após preencher os dados, o interessado acompanha as etapas seguintes diretamente pela plataforma.
Cursos em trilhas para diferentes perfis
As capacitações voltadas ao empreendedorismo foram divididas em três trilhas, com carga horária entre 12 e 14 horas, disponíveis no site do Sebrae:
- Do fazer ao empreender – introdução para iniciantes;
- Transformando arte em renda – para quem já atua e busca profissionalização;
- Leve sua criação mais longe – para artesãos experientes que desejam novos mercados.
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Já os cursos técnicos ficam sob responsabilidade do Senar, com foco no aprimoramento das práticas de produção artesanal.
Com o programa, o governo paulista aposta no artesanato como vetor de renda, inclusão produtiva e fortalecimento da economia criativa em todas as regiões do estado.
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