Pesquisadores da Universidade Tufts, nos Estados Unidos, desenvolveram um modelo de computador capaz de simular o funcionamento do cérebro humano e acompanhar como ele aprende, reage a mudanças e toma decisões. Batizado de CogLinks, o sistema pode abrir caminho para novas descobertas sobre os mecanismos do pensamento e o tratamento de transtornos mentais.
A equipe explica que o CogLinks reproduz a arquitetura e as conexões entre neurônios, algo que vai além do que a inteligência artificial tradicional é capaz de fazer. A tecnologia permite observar o processo de aprendizado em tempo real, tornando visíveis os circuitos que ajudam o cérebro a ajustar seu comportamento diante de novas informações.
Em parceria com a Universidade Ruhr de Bochum, na Alemanha, os cientistas realizaram testes de imagem cerebral (fMRI) com voluntários que jogavam um game no qual as regras mudavam de forma inesperada. As imagens mostraram que o tálamo mediodorsal tem papel fundamental ao detectar essas mudanças de contexto e ajudar o cérebro a reformular estratégias — um processo essencial da aprendizagem.
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“O CogLinks nos permite enxergar como o cérebro transforma experiências em ações. Quando esse processo falha, podemos entender melhor o que ocorre em transtornos mentais”, explicam os autores do estudo.
Os resultados indicam que a ferramenta pode ser usada para investigar mutações genéticas associadas a doenças como a esquizofrenia, que afetam a flexibilidade cognitiva e a capacidade de adaptação.
“Se entendermos como o cérebro se desvia, podemos aprender a realinhá-lo”, afirmam os pesquisadores.
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Além de aprimorar o conhecimento sobre o funcionamento cerebral, o CogLinks pode inspirar terapias mais precisas e personalizadas para distúrbios mentais. O estudo completo foi publicado na revista científica Nature Communications.
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