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quarta-feira, setembro 16, 2026

Pesquisadores da Paraíba criam canudo que muda de cor e identifica metanol em bebidas adulteradas

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Em meio ao aumento de casos de intoxicação por metanol no Brasil, cientistas da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) desenvolveram uma solução simples e de baixo custo para proteger consumidores: um canudo capaz de mudar de cor ao entrar em contato com bebidas adulteradas.

O dispositivo contém reagentes químicos que reagem instantaneamente à presença do metanol. “A tecnologia é extremamente simples: o canudo contém reagentes que, em contato com a bebida, geram uma coloração destacada. Basta mergulhá-lo no copo, e o próprio líquido, por capilaridade, entra em contato com os reativos, indicando se há ou não metanol”, explica o professor Germano Veras, do Departamento de Química da UEPB.

Os pesquisadores também trabalham em um equipamento de luz infravermelha que analisa garrafas lacradas sem precisar abrir o recipiente. O sistema detecta alterações químicas e identifica adulterações, como adição de água ou substâncias tóxicas, com 97% de precisão — tudo isso sem uso de reagentes.

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Segundo Veras, o canudo deverá chegar primeiro aos órgãos de fiscalização, enquanto o equipamento será voltado a laboratórios e agentes públicos. A expectativa é que, após aprovação e validação oficial, o produto seja distribuído à população. “Nosso objetivo é proteger vidas com um teste rápido, acessível e eficaz. Isso pode ampliar o processo de microfiscalização e reduzir casos de intoxicação”, afirmou o pesquisador.

Os trabalhos da UEPB ganharam urgência após o Ministério da Saúde confirmar 29 casos de intoxicação por metanol e investigar outros mais de 200 suspeitos em todo o país.

Riscos e sintomas da intoxicação

O metanol é uma substância altamente tóxica usada em combustíveis e solventes. Quando ingerido, é convertido em ácido fórmico, que compromete a oxigenação celular e pode causar danos irreversíveis ao sistema nervoso, rins e olhos.

Os sintomas iniciais costumam surgir entre 12 e 24 horas após o consumo e incluem dor de cabeça, náusea, visão turva, confusão mental e dor abdominal. Casos graves podem evoluir para cegueira ou morte.

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Especialistas alertam que o tratamento deve ser imediato, com antídotos específicos, como fomepizol ou etanol farmacêutico, além de hemodiálise para eliminar o veneno do organismo.

Com a inovação paraibana, pesquisadores esperam que a tecnologia ajude a prevenir novos casos e a fortalecer as ações de combate às bebidas falsificadas que circulam no mercado brasileiro.

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