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sábado, julho 18, 2026

Refrigerantes “zero” podem causar mais danos ao fígado do que os com açúcar

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Beber refrigerante “zero” pode não ser tão inofensivo quanto parece. Um estudo apresentado durante o congresso europeu UEG Week 2025, em Viena, apontou que bebidas adoçadas artificialmente estão associadas a um risco maior de doenças hepáticas do que aquelas com açúcar comum.

A pesquisa, conduzida por cientistas que analisaram dados de mais de 123 mil pessoas do banco britânico UK Biobank, acompanhou os participantes por cerca de uma década. Nenhum deles tinha histórico de problemas no fígado no início do estudo.

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Os resultados mostraram que indivíduos que consumiam mais de uma lata por dia de refrigerantes diet — o equivalente a 250 gramas de adoçante — apresentaram 60% mais risco de desenvolver doença hepática gordurosa associada à disfunção metabólica. Entre os que preferiam bebidas com açúcar, o aumento de risco foi ligeiramente menor, cerca de 50%.

Ao longo do acompanhamento, 1.178 pessoas desenvolveram a condição e 108 morreram por complicações no fígado. Surpreendentemente, apenas as bebidas diet mostraram ligação com mortes por doenças hepáticas.

Os pesquisadores também simularam cenários de substituição: trocar refrigerantes por água reduziu o risco de desenvolver a doença em 12,8% (versões com açúcar) e 15,2% (versões diet). No entanto, substituir uma pela outra não trouxe nenhum benefício.

De acordo com os autores, os adoçantes artificiais podem alterar o metabolismo e o equilíbrio da microbiota intestinal, o que explicaria os efeitos nocivos mesmo sem a presença de açúcar.

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“Esses achados desafiam a percepção de que as versões ‘sem açúcar’ são automaticamente mais seguras. É necessário cautela e novos estudos para entender os efeitos metabólicos dos adoçantes artificiais”, afirmaram os pesquisadores.

A doença hepática gordurosa, também conhecida como esteatose hepática, pode evoluir para cirrose e câncer de fígado, e é uma das condições metabólicas que mais cresce no mundo.

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