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sexta-feira, julho 17, 2026

Governo instala sala de situação para acompanhar intoxicações por metanol

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O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (1º) a criação de uma sala de situação para acompanhar os casos de intoxicação por metanol no Brasil. O espaço terá caráter emergencial e reunirá órgãos federais e estaduais para monitorar registros, planejar estratégias de enfrentamento e coordenar respostas rápidas.

De acordo com o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS), já foram identificados 43 episódios de intoxicação relacionados a bebidas adulteradas. São Paulo concentra 39 casos — dez confirmados e 29 em investigação — com uma morte confirmada e outros cinco óbitos sob análise. Em Pernambuco, quatro casos estão em apuração, incluindo duas mortes suspeitas.

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A média anual no país costuma ser de cerca de 20 ocorrências, número muito inferior ao cenário atual. Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o aumento repentino exige medidas firmes. “Nós estamos diante de uma situação anormal e diferente de tudo o que consta na nossa série histórica em relação à intoxicação por metanol. A entrada da Polícia Federal no plano se deve à suspeita de envolvimento de uma organização criminosa relacionada à adulteração de bebidas”, afirmou.

As orientações à população incluem não consumir produtos sem rótulo, lacre de segurança ou selo fiscal. O governo também pediu atenção redobrada de bares, mercados e distribuidores para a procedência dos itens comercializados.

O tratamento para intoxicação por metanol envolve o uso de etanol em grau medicinal, aplicado sob supervisão clínica. Quando necessário, as secretarias de Saúde e os Centros de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) organizam a manipulação do produto. Hoje, o Brasil conta com 32 unidades do CIATox, nove delas em São Paulo.

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A sala de situação reúne representantes dos ministérios da Saúde, Justiça, Agricultura e Pecuária, além de órgãos como Anvisa, Conass, Conasems e os conselhos nacionais de saúde. Participam ainda as secretarias estaduais de São Paulo e Pernambuco. O funcionamento continuará enquanto durar o risco sanitário e a necessidade de coordenação nacional.

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