A Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) investiga dois casos de morte possivelmente ligados à ingestão de bebidas adulteradas com metanol no interior do estado. As vítimas eram de Lajedo e João Alfredo, no Agreste. Um terceiro homem, internado no Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru, sobreviveu, mas perdeu a visão nos dois olhos.
De acordo com as autoridades, os sintomas apresentados — como náuseas, vômitos e dor abdominal, seguidos de complicações mais graves — são compatíveis com intoxicação por metanol. O Instituto de Medicina Legal (IML) ficará responsável por confirmar a causa dos óbitos.
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A Apevisa informou que iniciou fiscalizações em distribuidoras de bebidas para rastrear a origem da contaminação. Em nota, orientou as vigilâncias municipais a intensificarem inspeções, recolherem amostras suspeitas e suspenderem a venda de produtos quando houver indícios de adulteração. O órgão reforçou ainda que sinais de intoxicação podem ser confundidos inicialmente com os efeitos do álcool comum, mas, entre seis e 24 horas após o consumo, podem evoluir para sintomas graves, como visão turva, cegueira, convulsões e até coma.
Casos mais severos exigem tratamento imediato, incluindo uso de antídotos específicos e hemodiálise. A Apevisa recomenda que a população desconfie de bebidas vendidas sem procedência clara ou com preços muito abaixo do mercado.
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Contexto nacional
Nos últimos meses, São Paulo também registrou casos de intoxicação por álcool adulterado, com cinco mortes confirmadas. Desde junho, foram identificadas seis ocorrências ligadas ao metanol no estado, além de dez investigações em andamento. Conhecido como álcool metílico, o metanol é usado na indústria para fabricar solventes, combustíveis, tintas e plásticos. Mesmo em pequenas doses, sua ingestão pode provocar falência de órgãos, danos ao sistema nervoso central, cegueira e morte.



