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quarta-feira, setembro 16, 2026

ANS passa a obrigar planos de saúde a cobrirem remédios contra lúpus

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A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou a inclusão de dois medicamentos inovadores para o tratamento do lúpus eritematoso sistêmico no rol de coberturas obrigatórias dos planos de saúde. A decisão foi tomada em 15 de setembro e passa a valer a partir de 3 de novembro de 2025.

Os fármacos anifrolumabe e belimumabe serão disponibilizados para pacientes adultos que enfrentam crises recorrentes da doença, mesmo sob uso de terapias convencionais. A expectativa é que cerca de 2 mil pessoas sejam diretamente beneficiadas.

É a primeira vez que medicamentos de uso exclusivo para o lúpus entram na lista da ANS, que define quais tratamentos devem obrigatoriamente ser custeados pelas operadoras de saúde.

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O impacto para os pacientes

O lúpus é uma condição autoimune crônica que pode inflamar tecidos e órgãos, causar dores intensas e limitar a rotina dos pacientes. Quando não controlada, a doença pode levar ao afastamento do trabalho, gerar complicações graves e comprometer a qualidade de vida.

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No Brasil, estima-se que entre 150 mil e 300 mil pessoas convivam com a doença, segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia. A maioria dos casos ocorre em mulheres entre 20 e 45 anos, embora homens diagnosticados apresentem risco maior de complicações renais.

“Essas inclusões são muito significativas, pois o lúpus é uma doença complexa, que não tem cura. Se temos no país opções de medicamentos que possibilitam o controle da doença e que garantem uma boa qualidade de vida para o paciente, isso precisa estar disponível para o consumidor”, afirmou o diretor-presidente da ANS, Wadih Damous.

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