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quinta-feira, setembro 17, 2026

Cirurgia experimental faz paciente com depressão grave voltar a sentir emoções

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Após mais de 30 anos convivendo com uma depressão severa e resistente a tratamentos, um homem de 44 anos, nos Estados Unidos, relatou ter experimentado alegria pela primeira vez graças a uma técnica experimental de estimulação cerebral. O procedimento, desenvolvido por pesquisadores de universidades norte-americanas, consiste no implante de eletrodos capazes de enviar sinais elétricos de baixa intensidade a regiões específicas do cérebro, de forma personalizada para cada paciente.

Segundo o psiquiatra Ziad Nahas, da Universidade de Minnesota e autor principal do estudo, a transformação foi imediata: o paciente chorava de felicidade ao sentir emoções que havia perdido. A diferença em relação a métodos tradicionais está na personalização, já que, em vez de estimular áreas fixas definidas por mapas cerebrais, os médicos ajustaram os eletrodos conforme o mapeamento individual do cérebro e o retorno do paciente durante o tratamento.

Os resultados preliminares, divulgados no repositório científico PsyArXiv em 8 de agosto, sugerem que os efeitos podem durar até dois anos. O estudo utilizou ressonância magnética funcional para identificar as redes cerebrais mais associadas à depressão. Uma delas, responsável por processar informações internas e externas, estava quatro vezes maior que o normal. A estimulação da chamada “rede de modo padrão” foi a que trouxe a resposta mais significativa, desencadeando emoções positivas.

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O voluntário havia desenvolvido os primeiros sintomas na adolescência e passou por múltiplas internações, tentativas de suicídio, diferentes terapias e até eletroconvulsoterapia, sem resultados duradouros. Para os cientistas, esse caso mostra que cada cérebro reage de maneira única e que tratamentos feitos sob medida podem representar uma alternativa promissora para pacientes com depressão resistente.

Apesar de se tratar de um estudo inicial com apenas um participante, os especialistas acreditam que a descoberta abre caminho para novas abordagens terapêuticas. O próximo passo é ampliar os testes com mais pacientes para avaliar a segurança e a eficácia da técnica em maior escala.

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Se você enfrenta depressão ou pensamentos suicidas, procure apoio. No Brasil, o Centro de Valorização da Vida (CVV) atende gratuitamente pelo número 188 ou pelo site cvv.org.br. Serviços de saúde do SUS, CRAS e Samu (192) também oferecem suporte psicológico e emergencial.

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