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sábado, novembro 7, 2026

USP desenvolve ferramenta com inteligência artificial que prevê agressividade de tumores

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Pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP) desenvolveram uma nova ferramenta baseada em inteligência artificial (IA) capaz de medir a agressividade de diferentes tipos de câncer. A inovação, batizada de PROTsi, foi detalhada em artigo publicado na revista científica Cell Genomics.

A tecnologia analisa o comportamento de proteínas específicas presentes nas células tumorais para calcular um índice chamado “stemness”, que varia de zero a um. Esse indicador avalia o quanto as células cancerígenas se assemelham a células-tronco — que possuem alta capacidade de multiplicação e diferenciação —, característica que está diretamente ligada à agressividade do tumor.

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“Ao relacionarmos o fenótipo de stemness à agressividade tumoral, conseguimos identificar proteínas que já são alvo de medicamentos atualmente disponíveis. Isso abre caminho para o desenvolvimento de tratamentos mais eficazes e personalizados”, explica a professora Tathiane Malta, do Laboratório de Multiômica e Oncologia Molecular da FMRP-USP.

A pesquisa utilizou dados do Consórcio de Análise Proteômica Clínica de Tumores (CPTAC), que reúne informações genéticas e moleculares de 11 tipos diferentes de câncer. Esses dados foram cruzados com o perfil proteico de 207 células-tronco pluripotentes para identificar quais moléculas estão associadas a tumores mais agressivos.

O modelo foi desenvolvido em parceria com a Universidade de Ciências Médicas de Poznań, na Polônia, e apresentou resultados mais promissores em casos de câncer de útero, cabeça e pescoço. Embora o algoritmo tenha desempenho variável de acordo com o tipo de tumor, os cientistas destacam seu potencial para uso amplo.

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“Estamos disponibilizando a base de dados para que outros pesquisadores possam aperfeiçoar o modelo e adaptá-lo a diferentes cenários oncológicos”, afirmou Malta à Agência Fapesp.

Além de identificar novos alvos terapêuticos, a ferramenta representa um passo importante para a medicina de precisão, permitindo tratamentos mais direcionados de acordo com o perfil biológico de cada tumor.

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