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quarta-feira, setembro 16, 2026

Sam Altman alerta que conversas com ChatGPT não são confidenciais como em terapia tradicional

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Durante participação no podcast This Past Weekend w/ Theo Von, o CEO da OpenAI, Sam Altman, fez um alerta importante aos usuários que utilizam o ChatGPT como uma espécie de conselheiro emocional: as conversas com a inteligência artificial não têm proteção legal de confidencialidade, como ocorre em sessões com psicólogos, médicos ou advogados.

Segundo Altman, é crescente o número de pessoas — especialmente jovens — que recorrem ao chatbot para desabafar sobre questões pessoais, como relacionamentos, saúde mental e emoções profundas. No entanto, ele enfatiza que os dados dessas interações podem ser acessados por ordem judicial. “Se alguém entra com um processo, somos obrigados legalmente a entregar essas conversas”, afirmou.

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A declaração reacende o debate sobre privacidade em tempos de inteligência artificial e evidencia a falta de regulamentação específica para o uso de ferramentas como o ChatGPT em contextos íntimos e sensíveis. Embora a plataforma seja usada por muitos como um espaço de acolhimento, não há qualquer garantia de sigilo semelhante ao que rege a relação entre paciente e terapeuta.

Altman também revelou que a OpenAI está envolvida em uma batalha judicial com o The New York Times, que busca o acesso a interações feitas por milhões de usuários do ChatGPT, com exceção dos dados corporativos protegidos na versão Enterprise da ferramenta.

Diante da ausência de regras claras, o executivo defende que, no futuro, seria ideal que as interações com IA tivessem o mesmo nível de confidencialidade das relações protegidas por sigilo profissional. Até lá, recomenda cautela: “Faz sentido querer clareza jurídica antes de usar bastante o ChatGPT.”

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A preocupação é compartilhada por entidades brasileiras. O Conselho Federal de Psicologia (CFP) já discute o tema e alerta que chatbots como o ChatGPT, embora sofisticados, não têm compreensão emocional nem estrutura técnica para substituir o trabalho de profissionais de saúde mental. Segundo o CFP, a IA responde com base em padrões e probabilidades, e não em empatia, escuta qualificada ou raciocínio clínico — elementos fundamentais no processo terapêutico.

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