As investigações sobre o triplo homicídio em Itaperuna, no interior do Rio de Janeiro, revelaram um novo e perturbador detalhe. O adolescente de 16 anos acusado de matar os pais e o irmão de apenas três anos estaria em chamada com a namorada virtual no momento dos assassinatos.
A informação foi confirmada pelas autoridades policiais após depoimento da jovem, de 15 anos, prestado na cidade de Água Boa, em Mato Grosso. Ela contou aos investigadores que estava em contato direto com o garoto enquanto ele cometia o crime, e que seguiu conversando com ele depois. A oitiva durou cerca de duas horas e foi acompanhada pela mãe da adolescente. O conteúdo será encaminhado à Polícia Civil do Rio e pode influenciar na condução do inquérito.
Segundo os investigadores, chamou atenção a aparente frieza com que a menina relatou os fatos. Os dois mantinham contato virtual desde 2019, quando se conheceram em jogos online, ainda crianças. A polícia investiga agora se ela teve algum tipo de envolvimento ou influência no crime.
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O adolescente segue apreendido em uma unidade socioeducativa de São Fidélis, onde permanecerá por 45 dias, conforme decisão judicial. Ele responderá por triplo homicídio duplamente qualificado, já que as vítimas foram mortas enquanto dormiam e por motivo considerado fútil.
A motivação teria sido um conflito familiar. O garoto, segundo a polícia, estava revoltado com a decisão dos pais de impedir uma viagem até o Mato Grosso para encontrar a namorada. Durante a perícia na residência, uma mala com roupas e os celulares das vítimas foi encontrada pronta para viagem.
O caso só veio à tona após a avó paterna procurar a polícia relatando não conseguir contato com os familiares desde o sábado anterior. O adolescente tentou inicialmente despistar as autoridades, dizendo que o irmão havia se ferido em casa e que os pais haviam saído para o hospital com ele. No entanto, a falta de registros médicos e os indícios de sangue na residência levantaram suspeitas.
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Na quarta-feira (25), os corpos foram descobertos em estado de decomposição dentro de uma cisterna nos fundos da casa. Após a perícia, o garoto confessou os assassinatos, afirmando que teria disparado contra a cabeça dos pais e atingido o irmão no pescoço, com a alegação de querer poupá-lo de sofrer com a ausência dos pais.
O crime brutal segue sendo investigado e novos desdobramentos não estão descartados, especialmente em relação à possível participação da adolescente que o acompanhava virtualmente durante a execução dos homicídios.
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