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sábado, novembro 7, 2026

Primeira consulta ao oftalmologista deve acontecer antes dos 6 meses, alertam especialistas

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A saúde dos olhos deve ser acompanhada desde os primeiros dias de vida — e a recomendação de especialistas é clara: bebês devem passar por uma consulta com o oftalmologista ainda nos primeiros meses, mesmo sem apresentar sintomas.

Embora a maioria das pessoas só procure esse tipo de atendimento ao notar algum problema de visão, iniciar o acompanhamento oftalmológico na infância é essencial para prevenir e tratar precocemente alterações que podem comprometer o desenvolvimento visual. O Brasil tem hoje mais de 6 milhões de pessoas com deficiências visuais severas, segundo o IBGE, e muitas delas poderiam ter tido um prognóstico diferente com diagnóstico precoce.

O primeiro exame ocular acontece logo após o nascimento, com o chamado teste do reflexo vermelho — conhecido popularmente como “teste do olhinho”. Realizado geralmente na maternidade ou na primeira consulta com o pediatra, o procedimento avalia se as estruturas internas dos olhos do recém-nascido estão formadas corretamente. Esse exame deve ser repetido ao longo dos dois primeiros anos de vida.

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No entanto, o acompanhamento especializado vai além do teste inicial. O oftalmologista Henrique Rocha, presidente da Sociedade Goiana de Oftalmologia, orienta que a primeira consulta com um profissional da área ocorra até os seis meses de idade. “Mesmo sem queixas aparentes, é nesse período que os olhos mais se desenvolvem. Exames específicos conseguem avaliar grau, pressão ocular, fundo de olho e até a acuidade visual em bebês”, afirma.

Rocha reforça ainda que o desenvolvimento da visão cerebral se estende até os 7 anos. Por isso, o ideal é manter uma rotina de consultas oftalmológicas ao longo da infância. “A criança pode ter um dos olhos comprometido e nunca perceber, porque o outro compensa. Se isso não for detectado até os 10 anos, o problema pode se tornar permanente. É o caso da ambliopia, condição em que o olho é anatomicamente normal, mas não desenvolve o potencial de visão”, explica.

Após essa fase, o cuidado com a saúde ocular deve seguir por toda a vida. A recomendação para adultos saudáveis é de uma consulta anual. Contudo, a frequência pode variar de acordo com a idade, histórico familiar ou presença de doenças oculares.

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Alguns sinais de alerta exigem atenção imediata: dificuldade para enxergar, visão embaçada ou duplicada, sensibilidade à luz, manchas escuras no campo visual, dores nos olhos, vermelhidão persistente, coceira intensa ou lacrimejamento excessivo. Nestes casos, a orientação é procurar o oftalmologista o quanto antes.

Mais do que enxergar bem, cuidar da visão desde cedo é um passo importante para garantir qualidade de vida no futuro.

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