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quarta-feira, setembro 16, 2026

Prefeitura de Niterói custeará traslado do corpo de Juliana Marins, morta na Indonésia

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A Prefeitura de Niterói, no Rio de Janeiro, anunciou que irá arcar com os custos do traslado do corpo da publicitária Juliana Marins, de 26 anos, encontrada morta após quatro dias de espera por resgate na Indonésia. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (25/6) pelo prefeito Rodrigo Neves (PDT), que afirmou ter conversado com a irmã da vítima, Mariana Marins, e assumido o compromisso de viabilizar o retorno do corpo ao Brasil.

Juliana era natural de Niterói e morreu após escorregar durante uma trilha no Monte Rinjani, em Lombok, durante viagem de mochilão pela Ásia. O acidente ocorreu na última sexta-feira (20/6), mas o resgate só foi concluído quatro dias depois, gerando forte comoção e críticas à lentidão das autoridades locais.

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Sem apoio federal

O Ministério das Relações Exteriores informou que o governo brasileiro não custeará o traslado, justificando que não há previsão legal nem dotação orçamentária para esse tipo de despesa. Diante disso, familiares enfrentavam dificuldades logísticas e financeiras para repatriar o corpo, o que motivou a mobilização da Prefeitura de Niterói.

“O processo é burocrático e envolve articulação com autoridades consulares, normas sanitárias e empresas funerárias especializadas”, informou o Itamaraty.

Quem era Juliana Marins

Formada em Comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Juliana tinha experiência profissional em empresas do Grupo Globo, como Multishow e Canal Off. Também era dançarina profissional de pole dance e compartilhava performances e experiências internacionais com mais de 20 mil seguidores em suas redes sociais.

Nas últimas semanas, Juliana explorava destinos no Sudeste Asiático e havia contratado uma agência local para fazer a trilha. Segundo relatos, ela caiu em um desfiladeiro a 300 metros de profundidade. Inicialmente, havia a informação de que ela teria sido socorrida, mas a família desmentiu. O salvamento, na verdade, foi interrompido em vários momentos por condições climáticas adversas, como neblina e baixa visibilidade.

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Repercussão

O caso gerou repercussão nacional, com manifestações de solidariedade e cobrança por melhorias em operações de resgate em áreas turísticas. O senador Romário (PL-RJ) chegou a propor um projeto de lei para que o governo federal custeie o traslado de brasileiros mortos no exterior em situações excepcionais.

A expectativa da família é que o corpo de Juliana chegue ao Brasil nos próximos dias, para que seja realizado o velório em sua cidade natal.

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