13.3 C
São Paulo
quarta-feira, setembro 16, 2026

Cid nega autoria de conta no Instagram ligada à esposa e questiona áudios divulgados por advogado

Leia mais

O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), negou à Polícia Federal (PF) ser o responsável por um perfil no Instagram associado ao nome de sua esposa e que teria sido usado para conversas com um advogado ligado à suposta trama golpista investigada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O depoimento foi prestado na última terça-feira (24/6) e faz parte do inquérito que apura uma possível tentativa de obstrução das investigações. A conta em questão é o perfil @gabrielar702. Embora a Meta, empresa responsável pelo Instagram, tenha informado que o e-mail vinculado ao perfil é de Mauro Cid, ele alegou desconhecer a existência da conta e negou ter mantido qualquer diálogo por ali, especialmente sobre sua colaboração premiada com a PF.

++ Advogado é suspeito de montar esquema com casamentos falsos para legalizar estrangeiros no Brasil

Aproximação por meio da filha

Cid explicou que só soube da existência da conta após uma reportagem da Veja vinculá-la ao nome de sua esposa. Questionado sobre a aproximação do advogado Eduardo Kuntz — defensor de Marcelo Câmara, um dos réus do caso —, Cid afirmou que o conheceu durante a atuação de Kuntz na defesa de Bolsonaro e que, posteriormente, ele buscou contato com sua filha, que pratica hipismo, e com sua mãe.

O ex-ajudante relatou que Kuntz o procurou, por meio de familiares, entre o segundo semestre de 2023 e o início de 2024, supostamente para tratar de assuntos relacionados às investigações. Ele também mencionou o advogado Paulo Bueno, que integra a defesa de Bolsonaro, como alguém que se colocou à disposição para ajudá-lo.

Sobre os áudios

Em relação aos áudios divulgados por Kuntz, nos quais supostamente há conversas entre ele e Cid, o ex-ajudante afirmou que não reconhece os diálogos e que acredita ter sido gravado por terceiros, sem consentimento. Ele sugeriu ainda que o material pode ter sido editado para prejudicá-lo.

Cid negou qualquer contato com Marcelo Câmara sobre a delação e disse desconhecer se terceiros atuaram em nome do ex-assessor presidencial para obter informações.

++ Governo Lula aposta em mais etanol na gasolina para conter preços e reduzir dependência externa

Desdobramentos

Após o depoimento, o ministro Alexandre de Moraes determinou que a PF colha o depoimento de Fábio Wajngarten, ex-chefe da Secretaria de Comunicação do governo Bolsonaro, e do advogado Paulo Bueno. Moraes também ordenou que o laudo técnico sobre o conteúdo do celular da filha de Mauro Cid seja anexado ao inquérito em até dez dias.

Não deixe de nos seguir no Instagram para mais notícias da Pardal Tech

- Advertisement -spot_img
- Advertisement -spot_img

Últimas notícias