A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro confirmou, nesta terça-feira (21), mais duas mortes causadas pela febre oropouche. As vítimas são duas mulheres: uma de 34 anos, moradora de Macaé, e outra de 23, residente em Paraty. Ambas apresentaram os primeiros sintomas em março, foram internadas e morreram dias depois.
As amostras foram analisadas pelo Laboratório Central Noel Nutels (Lacen-RJ), e os casos são considerados isolados, já que não houve novos registros graves ou óbitos nos municípios desde então. Com essas confirmações, o Rio soma três mortes pela doença em 2024.
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Transmitida pelo mosquito maruim (Culicoides paraensis), a febre oropouche é uma arbovirose semelhante à dengue, com sintomas como febre alta, dores de cabeça, musculares e nas articulações. Em casos mais graves, pode causar meningite ou encefalite. O período de incubação varia de quatro a oito dias, e os sintomas geralmente duram até uma semana.
Segundo a Secretaria de Saúde, o vírus foi identificado no estado no ano passado e tem exigido reforço nos protocolos de vigilância e atendimento. Até o momento, o Rio já contabilizou 1.581 casos da doença neste ano. Os municípios com mais notificações são: Cachoeiras de Macacu (649), Macaé (502), Angra dos Reis (320), Guapimirim (168) e Paraty (131).
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Como forma de prevenção, autoridades recomendam o uso de roupas que cubram o corpo, aplicação de repelentes, limpeza de quintais e instalação de telas finas em portas e janelas — especialmente em áreas próximas à mata.
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