Alternativa amplamente utilizada por quem busca reduzir o consumo de açúcar, o aspartame está presente em milhares de produtos, como refrigerantes diet, balas, gomas e medicamentos. Com sabor até 200 vezes mais doce que o açúcar e praticamente sem calorias, o adoçante artificial foi criado em 1965 e aprovado nos Estados Unidos em 1981. No entanto, apesar de sua popularidade, ele é alvo de crescentes questionamentos sobre possíveis riscos à saúde.
A principal promessa do aspartame é oferecer doçura sem elevar os níveis de glicose no sangue — algo atraente para diabéticos e pessoas que desejam controlar o peso. Mas estudos recentes apontam que o uso contínuo pode estar ligado a problemas como enxaquecas, distúrbios de humor, ganho de peso e até desequilíbrios no microbioma intestinal, essencial para a digestão e a imunidade.
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Uma das preocupações mais sérias é a possível relação com doenças neurodegenerativas. Pesquisas indicam que o adoçante pode alterar compostos químicos no cérebro e, em pessoas com fenilcetonúria (PKU), pode causar danos neurológicos severos. Há também suspeitas de que o aspartame contribua para o desenvolvimento de câncer. Em 2023, a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC), da OMS, classificou a substância como “possivelmente carcinogênica” — sem, no entanto, proibir seu uso dentro dos limites atuais.
Outro ponto de alerta é a gravidez: algumas evidências sugerem que o adoçante pode interferir na saúde da placenta. Além disso, há estudos que associam o consumo de adoçantes artificiais a um aumento no desejo por doces, o que pode, paradoxalmente, contribuir para o ganho de peso.
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Embora aprovado por agências reguladoras e considerado seguro em doses moderadas, o aspartame está longe de ser unanimidade. Especialistas recomendam cautela, especialmente para populações sensíveis, e reforçam que o ideal ainda é buscar uma alimentação com menos açúcares — naturais ou artificiais.
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