Um dos maiores projetos astronômicos da atualidade, o Extremely Large Telescope (ELT), promete transformar a busca por sinais de vida em exoplanetas. Cientistas acreditam que o observatório, em construção desde 2017, pode detectar bioassinaturas em Proxima Centauri b, um planeta a pouco mais de quatro anos-luz da Terra, em apenas 10 horas de observação – caso haja vida por lá.
Com um espelho de 39 metros de diâmetro, o ELT será capaz de captar 37 vezes mais luz do que o telescópio James Webb, ampliando significativamente a capacidade de análise atmosférica de planetas distantes. O estudo liderado por Miles Currie e Victoria Meadows, da Universidade de Washington, analisou como essa tecnologia pode diferenciar a composição química da atmosfera de mundos localizados a até 16 anos-luz.
++ Satélite da NASA revela detalhes inéditos do fundo do oceano
Os pesquisadores apontam que o maior desafio será estudar planetas que não transitam na frente de suas estrelas em relação à Terra. Sem esse efeito de trânsito, os astrônomos precisarão analisar a luz refletida pelos planetas e separá-la da luz estelar – um processo mais complexo. Ainda assim, o ELT pode fornecer dados valiosos sobre a proporção de oxigênio e metano ou dióxido de carbono e metano na atmosfera de Proxima Centauri b.
A presença de oxigênio na atmosfera de um planeta é instável sem uma fonte contínua de reposição. Caso ele seja detectado junto a grandes quantidades de metano, isso poderia sugerir a existência de processos biológicos, como a fotossíntese. No entanto, os cientistas alertam que os primeiros resultados do ELT não devem confirmar de imediato a presença de vida extraterrestre. O estudo da atmosfera dos exoplanetas é apenas uma das muitas missões do telescópio.
++ Gripe aviária sofre mutação e preocupa cientistas
Mesmo que as primeiras observações não revelem sinais de vida, os dados do ELT poderão ajudar a classificar Proxima Centauri b, confirmando se ele é realmente um mundo rochoso ou se pertence à categoria dos subnetunos – planetas com atmosferas densas e características muito diferentes das da Terra.
O estudo foi publicado no repositório arXiv e submetido à revista Planetary Science Journal, trazendo perspectivas animadoras para o futuro da exploração espacial.
Não deixe de nos seguir no Instagram para mais notícias da Pardal Tech



