O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que se reunirá com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta segunda-feira (4) para definir as últimas medidas de contenção de gastos públicos, fundamentais para o ajuste fiscal do governo.
Segundo Haddad, as propostas em discussão, que devem ser apresentadas ainda esta semana, visam frear a crescente dívida pública e os altos juros, que têm impactado negativamente os investimentos no Brasil.
A reunião ocorre em um momento de pressão inflacionária e alta do dólar, o que levou Haddad a adiar sua viagem à Europa, onde faria uma série de encontros com autoridades e investidores.
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“Estamos na reta final”, afirmou o ministro, destacando que a equipe econômica já tem o plano de contenção de despesas bastante adiantado do ponto de vista técnico. A expectativa é que as medidas sejam anunciadas ainda nesta semana, visando garantir a sustentabilidade fiscal do país.
De acordo com fontes próximas à equipe econômica, a proposta em discussão envolve a imposição de um limite para as despesas obrigatórias do governo, um dos principais pontos do novo arcabouço fiscal.
No entanto, algumas áreas essenciais, como o aumento real do salário mínimo e a vinculação das aposentadorias ao mínimo, ficariam de fora do teto de gastos.
O governo vem enfrentando pressões internas e externas desde o início do mandato de Lula, principalmente de investidores e setores políticos que cobram ações concretas para controlar o aumento das despesas públicas.
A falta de clareza sobre as medidas tem gerado nervosismo no mercado financeiro, refletido na volatilidade do câmbio e na queda da Bolsa de Valores.
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Haddad tem buscado equilibrar as necessidades fiscais com o compromisso de não comprometer o crescimento econômico e a sustentabilidade das finanças públicas a longo prazo.
Em declarações recentes, o ministro destacou que o governo está comprometido em garantir a sustentabilidade fiscal sem comprometer os pilares essenciais do novo arcabouço fiscal.
Além disso, no mesmo dia, Haddad e Lula participaram de uma reunião com ministros de outras áreas para discutir a Cúpula do G20, que ocorrerá no Rio de Janeiro nas próximas semanas.
A agenda de contenção de gastos será uma das principais pautas do governo nas próximas semanas, especialmente com a crescente pressão sobre as finanças e a necessidade de dar sinais claros ao mercado de que o Brasil está tomando as rédeas de sua economia.
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