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sexta-feira, agosto 28, 2026

Presença feminina em conselhos de administração cresce gradualmente no Brasil

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Embora o número de mulheres em conselhos de administração no Brasil esteja aumentando, a presença feminina ainda é limitada entre as empresas líderes. Um estudo da PwC Brasil, em colaboração com o 30% Club Brazil, destaca que apenas 16 empresas das 100 mais negociadas na bolsa brasileira (B3) possuem ao menos 30% de mulheres em seus conselhos. Esse índice mostra estabilidade em comparação ao ano passado, mas reflete um avanço considerável desde 2019, quando apenas 8,5% dos conselheiros eram mulheres.

Anna Maria Guimarães, presidente do 30% Club Brazil, aponta que a diversidade é essencial para um ambiente estratégico que favoreça a inovação e o crescimento. “O conselho precisa refletir a diversidade que existe no mercado como um todo”, afirma. “Isso torna a empresa mais estratégica e com resultados financeiros mais inovadores.” Para Guimarães, a meta é que, até 2026, 30% dos conselhos das maiores empresas brasileiras sejam compostos por mulheres.

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O levantamento identificou que 16 empresas já alcançaram a marca de 30% de representação feminina, incluindo Banco do Brasil, Magazine Luiza, Raízen e Lojas Renner. Enquanto isso, oito grandes companhias, como Cemig e Grupo Soma, ainda não têm mulheres em seus conselhos, mostrando que há um longo caminho para a equidade de gênero nesses espaços.

Empresas como Caixa Seguridade, TIM e Santander se destacam com mais de 40% de mulheres em seus conselhos. Kelly Quirino, representante dos funcionários no conselho do Banco do Brasil, ressalta a intencionalidade de inclusão. “Desde que a presidenta Tarciana Medeiros chegou, temos buscado colocar mulheres e negros em posições de liderança”, comenta Quirino, ao receber um prêmio pelo banco em um evento realizado pela PwC.

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Além dos esforços internos, há iniciativas legislativas em trâmite para garantir um mínimo de 30% de participação feminina em conselhos de administração. Ilana Trombka, conselheira da Caixa Seguridade, reforça a importância desse tipo de medida para incentivar a diversidade e a inovação nas empresas.

Estudos mostram que a diversidade traz resultados positivos. Um levantamento da McKinsey aponta que empresas com mulheres em cargos de liderança registram, em média, 21% a mais de lucro e 48% de maior eficiência operacional. “Com mulheres no conselho, o clima é mais saudável, e os resultados, melhores”, explica Anna Maria Guimarães, citando os dados.

Com um cenário de mercado que ainda avança lentamente rumo à equidade, iniciativas como o 30% Club Brazil visam conectar mulheres a cargos de conselheiras. Guimarães destaca a importância de aumentar a visibilidade de mulheres qualificadas para ocuparem esses cargos e ressalta a necessidade de ação estratégica para que a diversidade não seja apenas um discurso, mas um compromisso efetivo com o crescimento sustentável das empresas.

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