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terça-feira, agosto 25, 2026

Quais são os desafios na gestão de fortuna em uma carreira?

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A imagem de atletas profissionais vivendo vidas luxuosas com mansões, carros de luxo e uma vasta fortuna pode levar muitos a pensar que sua situação financeira é sempre estável. No entanto, a realidade é bem mais complexa. 

Mesmo com salários elevados, muitos atletas e ex-atletas enfrentam dificuldades financeiras significativas após o fim de suas carreiras, estudos indicam que cerca de 50% dos jogadores de futebol profissional ficam falidos poucos anos depois de se aposentarem. 

Esse percentual é ainda maior entre os jogadores da NBA (60%) e da NFL (70%), esses dados evidenciam a importância de uma gestão financeira criteriosa para preservar e aumentar o patrimônio desses atletas.

Moussa Sissoko, jogador do Nantes, destaca que a gestão das economias deve começar ainda cedo, antes mesmo dos grandes contratos. Ele, que cresceu em uma família de origem modesta, aprendeu a administrar bem suas finanças e evitar gastos excessivos, mesmo com um alto poder aquisitivo. 

“Quando se ganha muito dinheiro jovem, é fácil perder o controle”, afirma. 

Esse controle financeiro é essencial para garantir a longevidade do patrimônio, além de permitir que os atletas se divirtam e compartilhem suas conquistas com entes queridos sem comprometer suas finanças.

Para muitos atletas, o auxílio de profissionais especializados em gestão de patrimônio é crucial, Frédéric Schatzlé, presidente da Elite Patrimoine, uma empresa de gestão de fortunas, ressalta que muitos atletas não estão preparados para lidar com grandes quantias de dinheiro desde cedo. 

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A companhia atende clientes com rendimentos acima de 500 mil euros por ano, incluindo jogadores de basquete franceses como Rudy Gobert e Evan Fournier. A primeira missão desses gestores é ajudar os atletas a gerenciar seus orçamentos, protegendo-os de influências externas e investimentos arriscados.

Nathan Crémilleux, consultor de investimentos imobiliários e ex-jogador de futebol, trabalha com atletas que recebem salários bem abaixo das estrelas do Paris Saint-Germain, mas que ainda assim necessitam de uma gestão cuidadosa de suas finanças devido à curta duração de suas carreiras. 

“Para um atleta que ganha 100, dizemos para ele confiar 80 a nós todo mês, viver com 20 e, ao final da carreira, ele terá 20 de renda disponível”, explica Schatzlé. 

A estratégia é diversificar investimentos entre imóveis e aplicações financeiras, priorizando a segurança sobre o risco. 

“Fazemos tudo para que nossos clientes não enfrentem dificuldades se a carreira deles acabar ao final do primeiro contrato”, afirma Frédéric. 

Os empréstimos, por exemplo, são tomados com cautela e com cobertura de dívida igual ou superior a 100%, evitando os riscos excessivos que já levaram muitos atletas à falência.

Além disso, a transição de carreira é um dos maiores desafios enfrentados por atletas ao se aposentarem, o caso de Bruno Bellone, campeão da Eurocopa de 1984 que acabou dormindo em seu carro devido a dívidas, exemplifica os perigos de má gestão financeira. 

Investimentos ruins, muitas vezes orientados por pessoas não qualificadas ou de má-fé, podem destruir o patrimônio acumulado ao longo de anos de carreira. Moussa Sissoko, mesmo contando com a ajuda de um consultor de investimentos de confiança, mantém uma postura ativa na gestão de suas finanças. 

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Ele destaca a importância de estar atento aos investimentos, sabendo onde seu dinheiro está aplicado e como está sendo administrado. Essa abordagem pode ser benéfica tanto para a vida pessoal quanto para a carreira esportiva do atleta, permitindo que ele esteja melhor preparado para o futuro.

Frédéric Schatzlé observa que o hábito de poupar permite aos atletas escolher uma nova atividade sem a pressão de obter lucro imediato, isso é fundamental para uma transição de carreira bem-sucedida, especialmente quando a nova escolha profissional requer anos de estudo ou um período sem renda, como é o caso de um cliente que deseja se tornar osteopata.

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