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quinta-feira, outubro 15, 2026

Horário de verão pode voltar em resposta à crise hídrica

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Diante da crise hídrica que afeta o Brasil, o governo federal está considerando o retorno do horário de verão para reduzir o consumo de energia. A falta de chuvas e o agravamento da seca em regiões como a Amazônia, especialmente no Rio Madeira, já impacta as usinas hidrelétricas, e a situação pode piorar nos meses mais quentes do ano. Com isso, a alteração no horário poderia ser uma maneira de evitar o aumento das tarifas de energia para a população.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou na última quarta-feira (11) que a proposta está sendo discutida, destacando seu possível impacto no controle dos preços da eletricidade. “Estamos avaliando a necessidade ou não do retorno do horário de verão”, afirmou Silveira, apontando que, além da questão energética, a mudança pode trazer benefícios para setores como turismo, bares e restaurantes.

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Em uma coletiva de imprensa, o vice-presidente Geraldo Alckmin também mencionou a possibilidade de retomar o horário de verão. Apesar de afirmar que o país não corre risco de falta de energia, ele ressaltou a importância de economizar. “Não vai faltar energia, mas precisamos colaborar. O horário de verão pode ser uma alternativa viável para poupar energia”, declarou. Alckmin também destacou a importância de campanhas educativas para conscientizar a população sobre o uso consciente da eletricidade.

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Implementado no Brasil pela primeira vez em 1931, o horário de verão se manteve de forma contínua entre 1985 e 2019, mas foi revogado pelo governo anterior sob a justificativa de que sua contribuição para a economia de energia era limitada. Agora, o atual governo está revendo a medida, e caso seja aprovada, o ajuste nos relógios pode voltar a ser feito entre outubro e novembro, com término previsto para fevereiro.

O objetivo é maximizar o aproveitamento da luz solar, reduzindo a necessidade de iluminação artificial e, consequentemente, a demanda energética, o que ajudaria a manter as tarifas de energia estáveis durante o período mais crítico de consumo.

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