A CardiaTec, uma startup britânica fundada na Universidade de Cambridge, está utilizando a Inteligência Artificial para explorar novos tratamentos para doenças cardiovasculares, a principal causa de morte no mundo. Com um impacto global de 17,9 milhões de óbitos anuais, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), essas doenças representam um desafio significativo à saúde pública.
Para enfrentar essa realidade, a empresa firmou parcerias com 65 hospitais no Reino Unido e nos Estados Unidos, onde coleta amostras essenciais para o desenvolvimento de novos modelos terapêuticos.
Recentemente, captou US$ 6,5 milhões em uma rodada de financiamento inicial, que serão investidos na ampliação da coleta de dados e no desenvolvimento de novas terapias. A startup, fundada em 2021 e liderada por Raphael Peralta, Thelma Zablocki e Namshik Han, combina expertise em biotecnologia, bioengenharia e aprendizado de máquina.
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Han, também chefe de Inteligência Artificial no Milner Therapeutics Institute da Universidade de Cambridge, desempenha um papel fundamental na formação de parcerias estratégicas com a indústria farmacêutica, doenças cardiovasculares, como a doença cardíaca isquêmica, que ocorre quando há obstrução das artérias coronárias, são responsáveis por 13% de todas as mortes globais.
Apesar de sua gravidade, o desenvolvimento de novos tratamentos tem avançado lentamente, estima-se que o custo médio para levar um medicamento do estágio de pesquisa ao mercado é de cerca de US$ 2,2 bilhões, com aproximadamente 90% dos candidatos a medicamentos falhando durante o processo.
Para enfrentar esses desafios, a CardiaTec utiliza Inteligência Artificial para decodificar a biologia das doenças cardiovasculares por meio de uma abordagem chamada “multi ômica”, essa técnica envolve a análise de múltiplas camadas de informações moleculares, abrangendo dados genéticos, epigenéticos, de expressão gênica e de proteínas.
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A startup criou um dos maiores bancos de dados multi ômico de tecido cardíaco humano, com amostras coletadas de indivíduos saudáveis e pacientes com doenças cardíacas. Esse vasto repositório de informações alimenta os modelos computacionais, que podem analisar os dados em uma escala incomparável, permitindo identificar novos alvos terapêuticos.
Embora a aplicação da tecnologia na descoberta de medicamentos ainda esteja em estágios iniciais e poucos tratamentos tenham chegado ao mercado, o potencial dessa tecnologia tem atraído significativos investimentos.
Recentemente, a Xaira captou mais de US$ 1 bilhão, enquanto a Formation Bio, apoiada por Sam Altman, levantou US$ 372 milhões para avançar na pesquisa de novos medicamentos. No Reino Unido, a Healx arrecadou US$ 47 milhões para o desenvolvimento de tratamentos para doenças raras.
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