Uma nova pesquisa, TIC Educação 2023, divulgada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), revela que 64% das escolas de ensino fundamental e médio no Brasil limitam o uso de celulares pelos alunos a determinados espaços e horários. Além disso, 28% das escolas proíbem totalmente o uso desses dispositivos.
Os dados mostram um aumento nas restrições ao uso de celulares entre os alunos do ensino fundamental. Nas escolas que atendem os anos iniciais, a proibição subiu de 32% em 2020 para 43% em 2023. Para os anos finais, esse número passou de 10% para 21%. No ensino médio, 8% das escolas mantêm uma proibição total do uso de celulares.
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Segundo Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br | NIC.br, essas políticas refletem uma preocupação crescente com a segurança e a gestão do uso da tecnologia nas escolas. “A participação dos estudantes nos ambientes digitais precisa ser segura, responsável e adequada ao seu bem-estar”, destaca Barbosa.
A pesquisa também registra um aumento significativo na conectividade das escolas. Atualmente, 92% das instituições de ensino fundamental e médio têm acesso à Internet, um crescimento de 10 pontos percentuais em relação a 2020. Esse avanço é especialmente notável em áreas rurais, onde a conectividade subiu de 52% para 81%, e nas escolas municipais, de 71% para 89%.
Apesar dos avanços, ainda existem desafios significativos. Entre as escolas que não têm acesso à internet, os principais obstáculos incluem a falta de infraestrutura (66%), indisponibilidade de acesso na região (63%) e alto custo da conexão (52%). A proporção de gestores que apontam a ausência de energia elétrica como um problema também aumentou de 17% em 2020 para 32% em 2023.
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A TIC Educação 2023 também destaca a adoção crescente de plataformas digitais para atividades pedagógicas e de gestão. Nas escolas estaduais, 96% utilizam sistemas como diários de classe online e ferramentas de controle de matrícula e frequência. Além disso, 62% das instituições de ensino fundamental e médio adotam pelo menos uma plataforma educacional, como Zoom ou Google Sala de Aula, refletindo um movimento contínuo em direção à digitalização das práticas educacionais.
Esse cenário mostra que, embora o uso de tecnologias nas escolas brasileiras esteja crescendo, há um esforço contínuo para equilibrar a integração digital com a necessidade de manter um ambiente de aprendizado seguro e eficaz.
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