A plataforma de energia solar Solfácil anunciou nesta segunda-feira (8), a captação de R$ 750 milhões através da emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI). O valor será utilizado para financiar cerca de 22 mil kits solares, promovendo o crescimento da energia solar no Brasil.
Operando como uma Fintech focada em estimular o mercado de energia solar, oferecendo financiamento para mais de 20 mil integradores cadastrados em sua plataforma. Estando desde 2021 operando, a empresa também vende itens necessários para projetos solares, como placas, inversores e cabos, aproveitando uma oportunidade identificada no mercado.
“A Solfácil não é mais só uma Fintech, somos um ecossistema em que o nosso integrador consegue financiar o cliente, na mesma plataforma e a um clique, montar o kit e fechar a compra”, destaca Guillaume Tiret, CFO e cofundador da empresa.
O modelo de negócios da empresa é estruturado no formato B2B2C, onde a companhia libera crédito para distribuidores ou vendedores, que por sua vez disponibilizam esses valores para consumidores finais interessados em adotar a energia solar. O foco principal está em clientes residenciais e pequenos negócios, como padarias e academias.
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Em média, cada projeto custa cerca de R$ 30 mil, com a possibilidade de parcelamento em até cinco anos. A clientela financiada pela Solfácil é composta por famílias de renda média ou baixa, que vivem em regiões ensolaradas e buscam reduzir suas contas de luz com a geração de energia própria.
A startup está entre os três maiores financiadores de kits para geração de energia solar em telhados residenciais e pequenos comércios, ao lado de instituições financeiras tradicionais como Santander e BV.
Em seus seis anos de atuação, a empresa já financiou mais de R$ 3 bilhões em projetos de energia solar, alcançando uma potência instalada de mais de 1 GW, distribuída entre mais de 110 mil clientes finais.
Com a segunda captação de CRI da startup, que anteriormente havia levantado R$ 600 milhões em março. Desde sua fundação em 2018, a Solfácil utilizava o FIDC como mecanismo exclusivo de financiamento.
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“A terceira razão é que o CRI é o único mercado que conheço em que conseguimos captar a taxa prefixada, porque hoje originamos as nossas CCBs com os clientes, principalmente, à taxa prefixada. Então, é importante não ter um descasamento de índice”, afirma Tiret.
Ao longo dos anos, a empresa recebeu mais de R$ 800 milhões em investimentos de fundos como Softbank, VEF, Valor Capital Group e Banco Mundial, através do IFC. A última captação foi uma série C de R$ 500 milhões na época.
Com essa nova rodada de captação, a startup declara que não necessita mais de equity para financiar suas operações, refletindo o amadurecimento e a estabilidade financeira da empresa.
“Nós pretendemos dobrar este ano novamente e já fechamos o primeiro semestre nessa velocidade”, concluiu Tiret.
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