A norte-americana Hannah Smith, de 22 anos, perdeu as duas pernas após ser atingida pela hélice de uma embarcação durante uma excursão turística nas Bahamas, em maio de 2025. A jovem, recém-formada pela Miles College, no Alabama, participava de uma viagem de formatura em um cruzeiro da Carnival quando sofreu o acidente. Ela entrou com uma ação judicial contra empresas envolvidas no passeio, alegando negligência e falhas de segurança.
O episódio aconteceu durante uma excursão de catamarã até Pearl Island, destino turístico próximo a Nassau. Segundo o processo, Hannah estava acompanhada de outros passageiros e havia contratado a atividade oferecida por empresas parceiras da companhia de cruzeiros.
Na ação, a jovem afirma que precisou utilizar o banheiro ao final do passeio, mas teria sido orientada por funcionários a entrar na água para urinar. Ela alega que só concordou depois de receber a informação de que o motor da embarcação estava desligado.
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Hannah permaneceu na água por aproximadamente 20 segundos, segurando-se em um corrimão do catamarã. Quando tentava retornar ao barco, teria sido atingida pelo movimento da hélice. A denúncia descreve que a jovem “sentiu repentinamente suas extremidades inferiores sendo sugadas para baixo da embarcação”.
Ainda conforme o documento, o acidente aconteceu porque “o capitão da embarcação ligou e/ou engatou o motor em marcha lenta mais próximo, fazendo com que sua hélice girasse em sentido inverso”.
A jovem conseguiu se afastar da hélice e pedir socorro. Ao ser retirada da água, apresentava ferimentos nas pernas e na região pélvica. Segundo a ação, a parte inferior de sua perna esquerda estava quase completamente separada do restante do membro.
A gravidade das lesões também provocou uma perda significativa de sangue. O processo afirma que “os ferimentos fizeram com que ela perdesse mais de 60% de todo o seu sangue, o que por si só já representa risco de vida”.
Hannah foi encaminhada inicialmente a um hospital em Nassau e depois transferida para Miami, nos Estados Unidos, em estado crítico. Ela precisou passar por cirurgias e receber transfusões de sangue.
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Apesar dos procedimentos, os médicos não conseguiram preservar suas pernas. A esquerda foi amputada imediatamente, enquanto a direita precisou ser amputada abaixo do joelho em uma cirurgia posterior.
Além das circunstâncias do acidente, o processo questiona a conduta dos funcionários durante a excursão. Hannah alega que os participantes receberam bebidas alcoólicas continuamente após o pagamento de uma taxa e que houve incentivo ao consumo de maconha.
Segundo a denúncia, um funcionário teria despejado uma bebida diretamente na boca da jovem, enquanto outro teria incentivado passageiros a fumar maconha. A defesa de Hannah sustenta que essas circunstâncias contribuíram para a situação que antecedeu o acidente.
A ação inclui a operadora turística Sun Cay, a Pearl Investment Management Group e a Carnival Cruise. A jovem argumenta que o passeio foi divulgado aos passageiros como uma atividade segura e aprovada pela companhia de cruzeiros.



