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quarta-feira, setembro 16, 2026

Tensão no Oriente Médio faz petróleo disparar e dólar subir; Petrobras se destaca

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Cédulas de US$100 ilustram fortalecimento da moeda norte-americana (Foto: Instagram)

O dólar comercial encerrou em alta nesta segunda-feira (13/7), sendo cotado a R$ 5,132. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), devolveu parte dos ganhos da semana anterior e caiu 1,20%, terminando o pregão com 175,7 mil pontos.

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O mercado começou a semana com forte aversão ao risco devido a uma nova escalada no conflito entre Estados Unidos e Irã, que aumentou os temores sobre a oferta global de petróleo. A possibilidade de interrupções no tráfego pelo Estreito de Ormuz fez com que a commodity disparasse, gerando preocupações com a inflação mundial e diminuindo o interesse por ativos de risco.

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Simultaneamente, investidores reagiram às declarações recentes de dirigentes do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, que reforçaram a possibilidade de uma política monetária mais restritiva caso o aumento nos preços da energia pressione a inflação. Essa combinação fortaleceu o dólar globalmente e pressionou as bolsas de valores.

PETRÓLEO DISPARA E IMPULSIONA PETROBRAS
O mercado de petróleo foi o grande destaque do dia. O barril do tipo Brent, referência internacional, subiu 9,59%, fechando a US$ 83,30. O WTI, referência nos EUA, teve alta de 9,42%, atingindo US$ 78,14.

A disparada ocorreu após a intensificação do conflito no Oriente Médio e as incertezas sobre o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo comercializado globalmente. O temor de interrupções no fluxo da commodity elevou os prêmios de risco e levou os preços ao maior salto diário em anos.

Na Bolsa brasileira, o movimento favoreceu as empresas do setor. As ações ordinárias da Petrobras (PETR3) subiram 3,44%, enquanto as preferenciais (PETR4) avançaram 2,55%. A PetroRio (PRIO3) também se destacou, com alta de 3,16%.

BOLSA É PRESSIONADA PELO CENÁRIO EXTERNO
Apesar da valorização das petroleiras, o Ibovespa terminou o dia em queda, seguindo o movimento dos mercados internacionais.

Em Wall Street, o S&P 500 caiu 0,78%, o Dow Jones recuou 0,26% e o Nasdaq 100 teve queda de 1,88%, pressionado principalmente pelas ações de tecnologia. O aumento das expectativas de inflação devido à alta do petróleo elevou os rendimentos dos títulos do Tesouro americano e reduziu o apetite por ativos de maior risco.

DÓLAR SOBE
O dólar voltou a se valorizar frente ao real, acompanhando o movimento no mercado internacional. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de seis divisas fortes, subiu 0,37%, atingindo 101,32 pontos.

Para Rebecca Nossig, analista de investimentos da Nomad, o movimento foi impulsionado principalmente pelo cenário externo.

“O dólar segue em forte alta frente ao real, cotado a R$ 5,15, em um movimento impulsionado exclusivamente pela severa aversão ao risco no exterior. A dinâmica cambial ignorou o arrefecimento das projeções de inflação no boletim Focus, sendo atropelada por um choque geopolítico no Estreito de Ormuz”, afirmou Rebecca.

Segundo a analista, a alta do petróleo aumentou os receios com a inflação global e fortaleceu a moeda americana.

“Paralelamente, o ambiente macroeconômico foi penalizado por discursos restritivos do Federal Reserve. A sinalização de que choques energéticos e gargalos tecnológicos pressionam os preços forçou a abertura expressiva da curva de juros nos Estados Unidos e fortaleceu o DXY. Diante do cenário de aversão ao risco, investidores promoveram a fuga para a liquidez, desmontando posições favoráveis ao real e migrando para o mercado americano.”

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