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quarta-feira, setembro 16, 2026

Feito inédito leva produção de tecidos de rim e fígado ao espaço

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Pesquisadores deram um passo importante para a medicina regenerativa ao produzir, pela primeira vez, tecidos de rim e fígado na Estação Espacial Internacional (ISS). O experimento, realizado em junho por uma empresa de biotecnologia dos Estados Unidos, utilizou uma bioimpressora em ambiente de microgravidade para fabricar estruturas biológicas com potencial de uso em futuras terapias.

Além dos tecidos renais e hepáticos, a missão também resultou na produção de cartilagem e de 28 implantes voltados ao reparo de nervos. Após os testes em órbita, todo o material retornou à Terra em uma cápsula Dragon, da SpaceX, que pousou no Oceano Pacífico em 17 de junho.

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Tecnologia amplia possibilidades da medicina regenerativa

A operação foi conduzida pela Auxilium Biotechnologies, em parceria com o Wake Forest Institute for Regenerative Medicine. A bioimpressora AMP-1 utilizou modelos celulares desenvolvidos pelo instituto para fabricar diferentes tipos de tecidos durante uma única missão espacial.

Segundo a empresa, a experiência demonstra que a microgravidade favorece uma distribuição mais uniforme das células, fator considerado importante para a produção de estruturas biológicas mais complexas e funcionais.

Para o diretor-executivo da Auxilium, Jacob Koffler, o sucesso da missão comprova a capacidade da tecnologia de produzir diferentes tecidos e dispositivos médicos em uma mesma operação, ampliando o potencial da manufatura biológica no espaço.

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Caminho para futuras aplicações

Embora experimentos de bioimpressão já tenham sido realizados anteriormente na ISS, a empresa afirma que esta foi a primeira vez em que tecidos de rim e fígado foram produzidos no espaço, além da primeira missão a fabricar simultaneamente diferentes categorias de tecidos biológicos e produtos médicos.

Anthony Atala, diretor do Wake Forest Institute for Regenerative Medicine, destacou que os resultados reforçam as perspectivas de desenvolvimento de novas terapias e de fabricação de tecidos para transplantes no futuro.

Os pesquisadores acreditam que o avanço aproxima a possibilidade de tornar a produção de tecidos e dispositivos médicos em órbita uma atividade rotineira, abrindo novas frentes para a medicina regenerativa e para a biotecnologia espacial.

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