
Dólar recua diante de payroll fraco e sustenta alta do Ibovespa (Foto: Instagram)
Na manhã desta quinta-feira (2/7), o dólar apresentou queda. Às 10h45, a moeda americana estava em baixa de 0,44% em relação ao real, sendo cotada a R$ 5,18. No dia anterior, o dólar havia ultrapassado a marca de R$ 5,21.
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No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), registrava alta de 1,53%, atingindo 174,3 mil pontos. Esse movimento veio após uma queda de 0,20%, para 171,6 mil pontos, registrada na quarta-feira (1º/7).
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Novos dados sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos foram o principal motor dos mercados de câmbio e ações nesta quinta-feira. As informações indicaram que a economia americana criou menos empregos do que o esperado, aumentando a expectativa de que o Federal Reserve (Fed) pode não elevar os juros nos próximos meses.
Investidores reagiram positivamente ao principal relatório de emprego, conhecido como “payroll”, divulgado pelo Departamento do Trabalho dos EUA. O documento revelou que a criação de empregos não agrícolas desacelerou mais que o previsto em junho, além de revisões para baixo nos dados de maio.
Os números são os seguintes: em junho, foram criados 57 mil empregos, enquanto analistas esperavam 110 mil, ficando próximo à metade das projeções. Os dados de maio foram revisados de 172 mil para 129 mil. A taxa de desemprego permaneceu estável em 4,2%, abaixo da expectativa de 4,3%.
Vinicius Flores, da Stratton Capital, comentou que a baixa geração de empregos reduz a probabilidade de aumento da taxa de juros nos próximos meses. “Com um mercado de trabalho saudável e expectativas de inflação em queda, esperamos que a taxa de juros permaneça inalterada em 2026”, afirmou.
Vitor Kayo, economista da Nomad, destacou que os dados sugerem uma "certa perda de tração do mercado de trabalho", mas ainda é cedo para definir isso como uma tendência. “O payroll fraco contrasta com a taxa de desemprego estável e a resiliência dos salários, o que complica a análise do Fed sobre o ritmo de desaceleração do mercado de trabalho”, concluiu.



