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quarta-feira, setembro 16, 2026

Dólar cai 0,57% com negociações entre EUA e Irã; Ibovespa fecha em queda

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Dólar recua com avanço nas negociações entre EUA e Irã (Foto: Instagram)

Nesta quinta-feira (28/5), o dólar teve uma queda de 0,57% em relação ao real, sendo negociado a R$ 5,03. O índice Ibovespa, principal da Bolsa de Valores (B3), também encerrou em baixa de 0,38%, atingindo 175 mil pontos, marcando a terceira queda consecutiva do indicador.

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A desvalorização do dólar frente ao real foi influenciada por notícias positivas sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã para terminar com o conflito. As informações indicam que representantes de ambos os países elaboraram um memorando para estender o cessar-fogo atual por 60 dias e iniciar discussões sobre o programa nuclear do Irã. Entretanto, o documento ainda precisa da aprovação do presidente Donald Trump.

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Mesmo com a redução das tensões no Irã, os contratos futuros de petróleo terminaram em leve alta, refletindo a cautela do mercado. Os preços, no entanto, permaneceram abaixo dos US$ 100. O barril de Brent, referência internacional, subiu 0,49%, alcançando US$ 92,70. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, teve alta de 0,25%, fechando a US$ 88,90 por barril.

Além das questões geopolíticas, investidores também observaram a divulgação de novos dados significativos sobre a economia americana, que influenciaram o comportamento dos mercados nesta quinta-feira (detalhes na "Análise").

DADOS DOS EUA
O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu 1,6% em termos anualizados no primeiro trimestre deste ano, segundo a segunda estimativa do Departamento de Análise Econômica. O resultado ficou abaixo das expectativas dos economistas consultados pela Reuters, que esperavam um crescimento de 2%.

Além disso, o índice de preços de gastos com consumo (PCE) dos EUA, indicador de inflação preferido pelo Federal Reserve, aumentou 0,4% em abril comparado ao mês anterior, após um aumento de 0,7% em março, conforme o Departamento do Comércio. Analistas esperavam uma alta de 0,5%.

EMPREGO NO BRASIL
No Brasil, os dados do mercado de trabalho também foram acompanhados de perto. Em abril, houve uma criação líquida de 85.888 empregos formais, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O número ficou bem abaixo da mediana das expectativas do mercado, que previa a abertura de 211.100 vagas. O resultado também foi inferior ao registrado no mesmo mês do ano anterior, quando foram criados 238.216 postos de trabalho.

Por outro lado, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) mostrou que o mercado de trabalho continua aquecido, com a taxa de desemprego em 5,6%, a menor para o período, e a renda média dos trabalhadores atingindo R$ 3.732.

BOLSAS NO MUNDO
As bolsas europeias não se animaram com um possível acordo entre EUA e Irã. O índice europeu Stoxx 600, que reúne empresas de 17 países, fechou em baixa de 0,44%. O DAX de Frankfurt caiu 0,34% e o CAC 40, de Paris, recuou 0,23%. Em Londres, o FTSE 100 perdeu 0,75%.

Nos Estados Unidos, Wall Street operou em alta, reagindo às notícias sobre o conflito no Oriente Médio e aos resultados de balanços de empresas de tecnologia. O S&P 500 subiu 0,58%; o Dow Jones teve um leve avanço de 0,05%, e o Nasdaq, que concentra ações de tecnologia, subiu 0,91%.

ANÁLISE
Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, observa que o dólar começou a cair durante a sessão, seguindo o enfraquecimento global da moeda americana após as notícias sobre o avanço nas negociações entre EUA e Irã e dados de inflação dos EUA mais favoráveis.

"O movimento se intensificou após o anúncio de que um possível acordo entre Washington e Teerã estava praticamente concluído, dependendo apenas da aprovação final de Donald Trump, o que reduziu parte do prêmio de risco geopolítico", explica.

"Além disso, os dados americanos trouxeram sinais mistos para a economia dos EUA: o PCE, medida preferida de inflação do Fed, aumentou em ritmo menor do que o esperado, enquanto o PIB do primeiro trimestre cresceu 1,6% em ritmo anualizado, abaixo dos 2% inicialmente estimados."

Shahini destaca que o resultado pressionou os rendimentos dos Treasuries (títulos da dívida americana) e enfraqueceu o dólar frente a outras moedas. "No Brasil, o real acompanhou o alívio do cenário externo e a melhora do apetite por risco, embora os ativos domésticos tenham mostrado uma reação mais contida em relação à melhora no cenário externo", conclui.

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