
Estrela solicita recuperação judicial para reestruturar dívidas (Foto: Instagram)
A Estrela, famosa fabricante brasileira de brinquedos que marcou gerações, entrou com um pedido de recuperação judicial nesta quarta-feira (20/5). O pedido foi protocolado na Comarca de Três Pontas (MG) e envolve outras empresas do grupo.
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A recuperação judicial é um mecanismo que permite às empresas renegociarem suas dívidas, evitando o fechamento, demissões ou inadimplência com funcionários. Durante esse processo, as empresas não precisam pagar os credores por um período, mas devem apresentar um plano para resolver suas pendências e continuar operando. Em essência, é uma tentativa de evitar a falência.
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No comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Estrela justificou o pedido pela necessidade de reestruturar suas dívidas. A empresa destacou o aumento do custo de capital e a restrição de crédito como principais desafios enfrentados nos últimos anos, além de mudanças no comportamento dos consumidores e a crescente concorrência, inclusive digital.
“A recuperação judicial visa superar a atual situação econômica, reorganizando as dívidas e mantendo as atividades empresariais, empregos e geração de valor para todos os 'stakeholders'”, afirmou a Estrela. No comunicado, a empresa reafirma sua confiança na continuidade de suas operações, mantendo suas atividades industriais, comerciais e administrativas, bem como o atendimento a clientes, parceiros e fornecedores, adotando medidas para assegurar a continuidade dos negócios durante a reestruturação.
Conforme a legislação, a empresa apresentará seu plano de recuperação judicial para aprovação dos credores e manterá acionistas e o mercado informados sobre quaisquer desdobramentos relevantes.
Fundada em 1937, a Estrela, prestes a completar 90 anos, tornou-se uma das marcas mais icônicas da indústria nacional de brinquedos. A empresa começou como uma pequena fábrica de bonecas de pano e carrinhos de madeira e, ao longo do século XX, consolidou-se como um dos maiores símbolos do setor no Brasil, sendo uma das primeiras a abrir capital em 1944.
Entre os produtos mais memoráveis lançados pela Estrela estão Banco Imobiliário, Autorama e Genius. Outros sucessos incluem Falcon, Comandos em Ação, Susi, Topo Gigio, Aquaplay, Fofolete, Ferrorama, Super Massa e bonecas como Gui Gui, Mãezinha e Moranguinho.
Desde os anos 2000, a Estrela passou a modernizar seus clássicos, utilizando mais tecnologia e expandindo sua presença em brinquedos colecionáveis e licenciados. No entanto, a empresa enfrentou dificuldades para competir com produtos importados mais baratos e, mais recentemente, com a popularidade dos jogos digitais e redes sociais entre o público infantil.
Hoje, a Estrela possui um escritório central em São Paulo e fábricas no interior paulista, além dos estados de Minas Gerais e Sergipe.



