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quinta-feira, setembro 17, 2026

Dólar cai e fica abaixo de R$ 5,00 com menor tensão entre EUA e Irã

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Dólar cai 1,37% a R$ 4,99 após alívio nas tensões globais (Foto: Instagram)

Nesta segunda-feira (18/5), o dólar apresentou uma queda significativa de 1,37% em relação ao real, sendo cotado a R$ 4,99. Este resultado representa uma recuperação parcial após a valorização de 1,63% na sexta-feira (15/5), quando a moeda americana superou os R$ 5,00.

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O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), caiu pela segunda sessão consecutiva. No pregão desta segunda, registrou uma leve queda de 0,17%, fechando em 176,9 mil pontos, próximo à estabilidade. Na sexta-feira, o recuo havia sido mais acentuado, de 0,61%, atingindo 177,2 mil pontos.

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No início do dia, os mercados globais refletiram uma redução, ainda que leve, na tensão mundial causada pelo conflito entre Estados Unidos e Irã. Isso ocorreu após o Paquistão compartilhar com Washington uma proposta de paz de Teerã para encerrar o conflito.

Além disso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nas redes sociais que adiaria um ataque militar ao Irã, que estava previsto para terça-feira. No entanto, no domingo, Trump voltou a ameaçar, afirmando que o tempo para um acordo estava se esgotando e que os iranianos deveriam agir rapidamente.

No cenário internacional, o preço do petróleo voltou a subir. O barril de Brent, referência mundial, aumentou 2,60%, chegando a US$ 112,10. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, caiu 0,99%, sendo cotado a US$ 104,38 por barril.

No ambiente doméstico, diminuiu o impacto no mercado das ligações entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Uma pesquisa do Datafolha divulgada na sexta-feira (15/5) não mostrou desgaste para o senador, com Lula e Flávio empatados no segundo turno.

Ainda na sexta-feira, um tracking da Atlas indicou que Lula abriu uma vantagem de sete pontos percentuais sobre Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno, com 49,1% das intenções de voto contra 42,6% para Flávio.

Os investidores também acompanharam a divulgação do Boletim Focus e do IBC-Br, prévia do PIB, ambos do Banco Central. O Focus mostrou aumento na previsão de inflação, agora em 4,92%, e a Selic foi revisada para 13,25% ao final de 2026. Já o IBC-Br caiu 0,67% em março, mais do que o esperado.

Para Bruno Shahini, da Nomad, a queda do dólar reflete a realização de lucros após o estresse político interno. O câmbio ajusta-se tecnicamente, influenciado pelo alívio temporário nas tensões entre EUA e Irã. No cenário local, o foco político limitou uma recuperação mais ampla dos ativos. As expectativas de alta na Selic sustentam o real frente a outras moedas.

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