
Dólar em alta impulsionado por incertezas políticas e globais (Foto: Instagram)
O dólar está em alta nesta terça-feira (19/5), enquanto o mercado financeiro foca em diversos eventos, como o cenário eleitoral no Brasil, as negociações entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio e a visita de Vladimir Putin à China.
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Às 9h07, a moeda americana subia 0,46%, sendo negociada a R$ 5,021. Na segunda-feira, o dólar caiu 1,37%, fechando a R$ 4,998. No mês, a moeda acumula alta de 0,93%, mas no ano, registra queda de 8,94% frente ao real.
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As negociações do Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), começam às 10 horas. No dia anterior, o índice caiu 0,17%, encerrando em 176,9 mil pontos, praticamente estável. Em maio, a Bolsa acumula queda de 5,52%, mas no ano, apresenta valorização de 9,84%.
Uma pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta terça-feira mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera as intenções de voto no primeiro e no segundo turnos contra Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após a divulgação de conversas entre o senador e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Lula tem vantagem de 12,7 e 7,1 pontos percentuais, respectivamente.
Na pesquisa anterior de abril, Lula tinha 46,6%, enquanto Flávio Bolsonaro somava 39,7%, indicando uma queda de 5,4 pontos percentuais para o senador. Sem Flávio na disputa, Romeu Zema (Novo) aparece em segundo lugar, com 17% das intenções de voto, enquanto Lula lidera com 46,7%.
O levantamento aponta que 95,6% dos entrevistados tomaram conhecimento do áudio, e 65,2% disseram não ter se surpreendido. Para 45,1%, a divulgação enfraqueceu "muito" a candidatura de Flávio Bolsonaro, enquanto 19% afirmaram que enfraqueceu "pouco".
A pesquisa foi realizada após a publicação de uma reportagem pelo Intercept Brasil, em 13/5, revelando que Daniel Vorcaro pagou cerca de R$ 61 milhões para financiar o filme biográfico Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os recursos foram solicitados por Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência.
O episódio teve impacto econômico significativo. Após a publicação da reportagem com o áudio de Flávio a Vorcaro, o Ibovespa caiu e o dólar subiu novamente para a casa dos R$ 5, em um dia que ficou conhecido como “Flávio Day 2” no mercado.
O primeiro “Flávio Day” ocorreu em dezembro passado, quando Flávio foi escolhido por Jair Bolsonaro como candidato ao Palácio do Planalto, resultando em uma queda de mais de 4% na Bolsa. Na época, o mercado preferia o nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado ouve o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, nesta terça-feira. Galípolo apresentará um relatório sobre as atividades do BC, mas o caso Master deve dominar a audiência.
Renan Calheiros, presidente da comissão, afirmou que muitas perguntas sobre o papel do BC na crise do Master ainda precisam ser respondidas. O BC impediu a compra do Banco Master pelo BRB no ano passado e decretou a liquidação extrajudicial do Master em novembro, devido a crises de liquidez, insolvência e suspeitas de fraudes.
Em abril, Galípolo participou de uma audiência no Senado na CPI do Crime Organizado, onde confirmou ter se reunido com Daniel Vorcaro em 4 de dezembro no Palácio do Planalto.
No cenário internacional, Vladimir Putin chega à China nesta terça-feira para uma visita oficial de dois dias, a convite de Xi Jinping. A visita ocorre quatro dias após a viagem de Donald Trump a Pequim, intensificando a disputa diplomática entre as potências globais.
A visita de Putin consolida a aliança estratégica entre China e Rússia em meio a tensões com Washington. Para Moscou, é uma oportunidade de reforçar o apoio econômico chinês em meio a sanções ocidentais relacionadas à guerra na Ucrânia. Para Pequim, a visita projeta a China como um centro diplomático global.
Putin ficará na China nos dias 19 e 20 de maio, marcando os 25 anos do Tratado de Boa Vizinhança e Cooperação Amistosa. Putin e Xi discutirão a ampliação da “parceria abrangente e cooperação estratégica” entre Moscou e Pequim, além de temas internacionais e regionais prioritários.
Após as conversas, os líderes devem assinar uma declaração conjunta e cerca de 40 acordos bilaterais em áreas como energia, comércio, transporte, indústria, educação, construção, cultura e cooperação tecnológica.
Donald Trump anunciou na segunda-feira (18/5) que decidiu adiar um ataque militar planejado contra o Irã após pedidos de líderes do Oriente Médio. A ofensiva estava prevista para esta terça, mas foi suspensa para permitir avanços nas negociações diplomáticas.
Trump escreveu na rede Truth Social que recebeu apelos do emir do Catar, do príncipe herdeiro da Arábia Saudita e do presidente dos Emirados Árabes Unidos. Ele afirmou que os líderes árabes acreditam na possibilidade de um acordo "muito aceitável" entre Washington e Teerã, incluindo a proibição de armas nucleares para o Irã.
Apesar do adiamento, Trump ressaltou que as Forças Armadas dos EUA permanecem em alerta. O secretário da Defesa, Pete Hegseth, e o chefe do Estado-Maior Conjunto, Daniel Caine, foram instruídos a manter os preparativos para “um ataque em grande escala”, caso as negociações fracassem.
O governo Trump rejeitou uma nova proposta de paz do Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio. Segundo o jornal Axios, Trump considerou a proposta insuficiente. O Irã enviou a Washington uma proposta de 14 pontos após críticas ao último texto, intermediado pelo Paquistão.
A agência iraniana Tasnim informou que o novo texto foca no fim da guerra e em medidas de confiança por parte dos americanos. As exigências do Irã incluem a liberação de ativos congelados e a retirada de sanções.
Trump rejeitou a proposta por considerá-la insuficiente, segundo uma autoridade consultada pelo Axios. O texto possui mudanças limitadas em comparação com versões anteriores já recusadas pelos EUA.
O último texto analisado foca no compromisso iraniano de não desenvolver armas nucleares, mas não detalha a suspensão do enriquecimento de urânio, principal exigência dos EUA, que teme o uso militar do programa nuclear iraniano.
No domingo (17/5), Trump ameaçou o Irã, dizendo que “precisam agir rápido”. Ele afirmou que o tempo está se esgotando para o Irã, que precisa agir rapidamente ou não restará nada.



