O Ministério Público de Santa Catarina anunciou que irá investigar quem obteve lucro com a divulgação de informações falsas relacionadas à morte do cão comunitário Orelha, caso que ganhou grande repercussão nas redes sociais no início do ano.
A decisão foi tomada após o órgão solicitar o arquivamento do inquérito que apurava suspeitas de maus-tratos contra o animal. Segundo o MP, perícias concluíram que não há indícios de agressão praticada por adolescentes, versão que havia se espalhado rapidamente pela internet durante as investigações.
Em nota, o Ministério Público afirmou que a nova apuração pretende identificar possíveis ganhos financeiros obtidos com conteúdos sensacionalistas publicados nas redes sociais. O órgão também informou que pretende discutir mecanismos para evitar o uso de casos envolvendo crianças e adolescentes como ferramenta de engajamento e monetização digital.
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De acordo com os investigadores, a narrativa de que o cão teria sido violentamente atacado surgiu principalmente a partir de rumores, comentários de terceiros e publicações sem comprovação que circularam online. O MP destacou que essas informações acabaram dificultando o andamento da investigação oficial.
O caso aconteceu em Florianópolis e mobilizou grande comoção pública após a morte de Orelha, conhecido por circular na região da Praia Brava. A suspeita inicial apontava que quatro adolescentes teriam agredido o animal.
No entanto, o laudo pericial realizado após a exumação do corpo afastou essa hipótese. Segundo o Ministério Público, exames conduzidos por um perito veterinário não encontraram fraturas nem lesões compatíveis com violência recente causada por ação humana.
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A repercussão do caso levou o nome de Orelha a se tornar símbolo de campanhas de proteção animal nas redes sociais, além de gerar homenagens públicas em diferentes cidades do país. Agora, a investigação passa a focar na disseminação de desinformação e no possível uso financeiro da comoção gerada pela história.
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