A decisão do governo federal de encerrar a cobrança de imposto sobre compras internacionais de até US$ 50 foi recebida com entusiasmo por integrantes do Partido dos Trabalhadores, que já discutem formas de transformar a medida em peça central da estratégia de comunicação do partido nos próximos meses.
Nos bastidores da legenda, dirigentes avaliam que o fim da chamada “taxa das blusinhas” pode ajudar a recuperar parte da popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente entre consumidores que utilizam plataformas internacionais de compras online.
A cobrança havia sido implementada após aprovação do Congresso Nacional e sanção presidencial em 2024. A medida estabelecia uma alíquota de 20% de imposto sobre encomendas internacionais de pequeno valor, faixa que anteriormente era isenta. Desde então, a tributação vinha sendo alvo frequente de críticas nas redes sociais e aparecia como um dos temas mais rejeitados em pesquisas de opinião.
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Levantamentos recentes indicavam resistência significativa da população à taxação. Dentro do governo e do partido, havia o entendimento de que o tema se transformou em desgaste político para a gestão federal.
Agora, com a edição de uma medida provisória revogando a cobrança, integrantes do PT avaliam reformular campanhas partidárias previstas para rádio e televisão, utilizando a mudança como exemplo de ação positiva do governo voltada ao consumo popular.
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Segundo dirigentes da sigla, a estratégia deve reforçar a ideia de que o governo está atento às demandas da população e disposto a rever medidas impopulares. O secretário de Comunicação do partido, Éden Valadares, afirmou que o partido pretende divulgar amplamente a decisão como parte das ações econômicas da atual gestão.
A revogação, no entanto, ainda precisará passar pelo Congresso Nacional para se tornar definitiva. Até lá, o tema promete continuar no centro do debate político e econômico, especialmente diante da aproximação do calendário eleitoral de 2026.
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